Olhos lacrimejantes, brilho de diamante, senhor almirante de escada rolante. Vamos adiante.
Levantando sem ânimo, procurando meu sinônimo, ó Deus magnânimo.
Procuro no horizonte, aquela que me confronte e me desmonte feito um rinoceronte debaixo da ponte.
Ó céus, o que trazes para mim? Um belo par de mocassim ou um saquinho de amendoim? Talvez um sim.
Faço sinal para o ônibus, que parecia fugir de urubus e seus vindouros tabus feitos de alcaçuz.
Procuro um banco com pichações, pois acho graça das provocações sem provações, sem precauções.
Não demorou muito e peguei no sono, sonhando ser um epígono que viaja atrás de seu ronrono. Mas não me apaixono.
E depois de passarem dois pontos, olho para todos aqueles rostos e esqueço de todos os boatos. De todos os atos.
Caminho de volta até meu destino, maldito cretino que quase consome meu desejo vespertino.
No parque eu chego, querendo um aconchego que sirva de descarrego para meu ego. Só consigo o desapego.
Então só me resta a tristeza da incerteza do amor que de mim só sai na afoiteza.