De que adianta esse amor incontrolável, sobretudo consistente, se ele é impossível?
De que importa, se daqui a alguns meses você terá um novo alguém, que vai te falar talvez as mesmas coisas que o outro falava? De que adianta então amar?
De que me vale a dor da saudade se até quando está ao meu lado eu a sinto? De que me vale te olhar e ver que mudou, mas ainda enxergar a sombra daquele instante que odiei?
De que interessa se dói? De que interessa se não vai dar mais? De que interessa se eu não sei mais o que fazer?
De que parte a vontade de te olhar fixamente seja por um monitor de 15 polegadas preto e velho ou pessoalmente enxergando o macro de sua íris? De que parte a vontade de te evitar mesmo querendo estar dentro de ti?
Entendo que o importante é ser feliz. Mas eu acho que vou deixar um pedacinho da minha felicidade com você, ok? Mas cuida direitinho, pois de que adianta ser meu, de que importa querer que o guarde, de que me vale sua promessa, de que interessa se é importante, de que me parte a vontade de te ver com ela, se você olhar pra trás e só ver um borrão?
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