E mais meia taça de vinho se foi. Um gosto amargo tomava conta de minha boca, e eu já não identificava se era o gosto do vinho ou se era aquele amargo do refluxo. Sem relutar, enchia mais uma taça. Nos goles, encontrava minhas memórias turvas, quase que desconexas. Massageava meu ego com aquelas gotas, seiva rara em momento oportuno. Do outro lado estava ela, sorridente e alterada. Sentia seu coração pulsar pela vibração do sofá. Era inquieto. Arisco, num corpo tão dócil. Território só nosso, sem escapatória para ventilação. "Aliás, está abafado aqui" disse ela. As mãos trêmulas daquela adorável bêbada se encontraram com minhas mãos, pálidas mas firmes. Minha veia pulsou. Mais um gole e foi o suficiente para que a coragem de lhe confessar meus desejos mais sórdidos saltasse de minha boca, com uma frase tão suja aos ouvidos de todos, e tão romântica em nosso mundo.
"Vamos trepar."
"Sim."
E trepamos.
E gozamos.
E dormimos.
E quando acordei, ela estava lá, acariciando meus cabelos. A ressaca me dominava, junto de um sentimento quase febril. Quando estava a me dar conta do que se tratava, ela tocou meus lábios com sua boca e logo após me disse: Eu amo você.
E nos amamos novamente.
27/11/2012
23/11/2012
Rapidinhas.
Humanos? Falhos.
Segredos? Inconsciente.
Cruel? Exagero.
Por quê? Não importa.
Normal? Nem tanto.
Medo? Não mais.
Assim? Tanto faz.
Vazio? Completo.
Cinza? Arco-íris.
Tentação? Sedução.
Verdade? Sempre.
Sorriso? O seu.
Felicidade? Você
Longe? Meu coração.
Perto? Seu coração.
Segredos? Inconsciente.
Cruel? Exagero.
Por quê? Não importa.
Normal? Nem tanto.
Medo? Não mais.
Assim? Tanto faz.
Vazio? Completo.
Cinza? Arco-íris.
Tentação? Sedução.
Verdade? Sempre.
Sorriso? O seu.
Felicidade? Você
Longe? Meu coração.
Perto? Seu coração.
13/11/2012
Os planetas tem mais a ver conosco do que eu supunha.
Quando se é culpado pelo que mais te fere, você entende que é nobre apenas engolir o orgulho. E aprende uma coisa crucial: Nunca desista de seu ideal. Tente, corra, busque conhecimento. Mas nunca, nunca desvie de seu objetivo, pois pode vir outro alguém e tentar roubar ele de você. E mesmo que não consiga, as marcas vão estar lá. Em algum lugar, prontas para te atormentar. Prontas para te dilacerar.
Em um mês muita coisa pode acontecer.
Em um mês, um território pode se proclamar independente. E mesmo em guerra interior, avançar para o progresso.
O mundo nunca vai parar. É ingenuidade achar que ninguém vai se aproveitar de seu mundo.
Que não vai ter algum usurpador que irá tentar. E mesmo que não consiga, as marcas vão estar lá.
É um grande erro um homem são se diagnosticar louco.
O tempo vai passar, ele vai olhar, e o mundo não vai te acompanhar. Pode até prometer girar para ti, ficar ali esperando sua boa vontade. Mas ele vai girar para si próprio também, e é como dito: Se não aprender a engolir seu orgulho, seu ideal vai vazar por entre suas mãos. Vai ficar deturpado. E novamente assimilado, pode ser até cancerígeno, exceto se recuperado a tempo.
As marcas estarão lá. Caindo em sua cabeça, te achatando.
É óbvio também que você aprende a fazer com que a rotação e translação sejam só para ti novamente. Aprende com o inverno, verão, outono e primavera a esperar. E os dias vão passar rápido até que você volte para o eixo. Mas os vários planetas que tomaram momentaneamente seu eixo, ainda vão existir. E tudo por fruto de orgulho populacional.
Um homem pode não sucumbir a um soco, uma doença, ou até a palavras.
Mas acredite, ele pode sucumbir se aprender que o mundo pode girar sem ele. E entrar em completo frenesi negativo se despertar e perceber que seu único objetivo de vida é destruir esse maldito planeta que merece ser erradicado.
Outubro, por favor, vá embora. Deixe de existir. E leve contigo as dores da incerteza.
Em um mês muita coisa pode acontecer.
Em um mês, um território pode se proclamar independente. E mesmo em guerra interior, avançar para o progresso.
O mundo nunca vai parar. É ingenuidade achar que ninguém vai se aproveitar de seu mundo.
Que não vai ter algum usurpador que irá tentar. E mesmo que não consiga, as marcas vão estar lá.
É um grande erro um homem são se diagnosticar louco.
O tempo vai passar, ele vai olhar, e o mundo não vai te acompanhar. Pode até prometer girar para ti, ficar ali esperando sua boa vontade. Mas ele vai girar para si próprio também, e é como dito: Se não aprender a engolir seu orgulho, seu ideal vai vazar por entre suas mãos. Vai ficar deturpado. E novamente assimilado, pode ser até cancerígeno, exceto se recuperado a tempo.
As marcas estarão lá. Caindo em sua cabeça, te achatando.
É óbvio também que você aprende a fazer com que a rotação e translação sejam só para ti novamente. Aprende com o inverno, verão, outono e primavera a esperar. E os dias vão passar rápido até que você volte para o eixo. Mas os vários planetas que tomaram momentaneamente seu eixo, ainda vão existir. E tudo por fruto de orgulho populacional.
Um homem pode não sucumbir a um soco, uma doença, ou até a palavras.
Mas acredite, ele pode sucumbir se aprender que o mundo pode girar sem ele. E entrar em completo frenesi negativo se despertar e perceber que seu único objetivo de vida é destruir esse maldito planeta que merece ser erradicado.
Outubro, por favor, vá embora. Deixe de existir. E leve contigo as dores da incerteza.
10/11/2012
S~A
Ei menina, quanto tempo se passou? Venha, me dê a mão.
Eu agora aqui tão velho, você com seu novo cabelo.
Que tal sairmos para repetir a dose? Sair para explorar a cidade.
Talvez, quem sabe, você possa dormir lá em casa hoje.
Vamos, a cerveja é por minha conta. O porre é por sua conta.
Sei que as luzes parecem ofuscar, alguns sorrisos falsos aparecem pelo horizonte.
Pode parecer simples, mas para todo o mundo é complexo.
Mas menina, só vamos sair para espairecer. Nos reconhecer.
Andar pela cidade vazia. Eu, você e algo mais.
Que tal um carteado? Uma música para relaxar?
Não menina, não vou te arrastar pros cantos escuros de sua cidade.
Só vamos repetir a dose. Dupla, por favor.
Quero ver aquela menina de novo. Solte-a.
Solte-se, e venha me ver. Vamos dar uma volta.
Aquele rapaz envelheceu, mas só se passou um mês.
Um mês, um coração retalhado, novamente remendado.
Mas moça, vamos dar uma volta. E leve seu band-aid estampado.
Talvez umas guloseimas, eu ainda não provei aquele cachorro-quente.
Nem você aquele pastel sabor tudo.
Mas princesa, vamos só dar uma volta.
E vamos nos trazer de volta.
Eu agora aqui tão velho, você com seu novo cabelo.
Que tal sairmos para repetir a dose? Sair para explorar a cidade.
Talvez, quem sabe, você possa dormir lá em casa hoje.
Vamos, a cerveja é por minha conta. O porre é por sua conta.
Sei que as luzes parecem ofuscar, alguns sorrisos falsos aparecem pelo horizonte.
Pode parecer simples, mas para todo o mundo é complexo.
Mas menina, só vamos sair para espairecer. Nos reconhecer.
Andar pela cidade vazia. Eu, você e algo mais.
Que tal um carteado? Uma música para relaxar?
Não menina, não vou te arrastar pros cantos escuros de sua cidade.
Só vamos repetir a dose. Dupla, por favor.
Quero ver aquela menina de novo. Solte-a.
Solte-se, e venha me ver. Vamos dar uma volta.
Aquele rapaz envelheceu, mas só se passou um mês.
Um mês, um coração retalhado, novamente remendado.
Mas moça, vamos dar uma volta. E leve seu band-aid estampado.
Talvez umas guloseimas, eu ainda não provei aquele cachorro-quente.
Nem você aquele pastel sabor tudo.
Mas princesa, vamos só dar uma volta.
E vamos nos trazer de volta.
03/11/2012
Coraçãozinho.
Tão pequeno, tão tardio. Tão longe agora daquilo que já era distante, mas presente.
Tornar de propósito certezas em dúvidas. Uma eternidade em um dia.
Mudar drasticamente por saber que assistir sofrimento não é dignidade para nenhum cidadão.
Ter aquela certeza fincada no fundo de seu coração de que aquilo é tão forte a ponto de libertar. De não tornar prisioneiro de algo tão bonito, mas também tão nocivo.
Orar todos os dias para que um novo sorriso brote. Não da face agora falsa, mas da face que sempre foi sincera.
E defender minha tese, mesmo que o inverso significasse apenas a felicidade (quase) plena.
Mas se estender aqueles lençóis, verá as marcas. Se olhar os papéis, verá aquela letra quase que desenhada, pronta para ti.
Acorde para o que é real. Descubra por favor os motivos. Entenda eles. Leia além do óbvio. Leia além da alma. Leia. Sinta. Saiba. Mas saiba de verdade, pois o tempo pune, mas também recompensa. Nisso é que se foi baseado para chegar a uma decisão difícil e controversa.
Enxergar novamente em um novo dia. É nesse tempo que a vida se vai, sendo levada por belos aviões, cruzando belas nuvens, cruzando belos ares.
Uma melodia triste, que ecoa em direção aos pássaros tão vivos, e também tão belos.
Quantos corações dessas aves poderiam ser despedaçados, mas reconstruídos?
Mesmo que essa confusão fosse simplesmente impossível de ser evitada. Mesmo que fosse apenas prometido um novo coração. Uma nova vida. Uma espera.
Mas é muito mais fácil deixar esse coraçãozinho voar. Ser feliz.
O coraçãozinho mais belo já tocado.
Em suma: Tanto tempo para aprender, viver, se preparar. Falhar, errar. Sim, foi breve, isso ninguém contestará. Mas também foi simplesmente sincero.
Tornar de propósito certezas em dúvidas. Uma eternidade em um dia.
Mudar drasticamente por saber que assistir sofrimento não é dignidade para nenhum cidadão.
Ter aquela certeza fincada no fundo de seu coração de que aquilo é tão forte a ponto de libertar. De não tornar prisioneiro de algo tão bonito, mas também tão nocivo.
Orar todos os dias para que um novo sorriso brote. Não da face agora falsa, mas da face que sempre foi sincera.
E defender minha tese, mesmo que o inverso significasse apenas a felicidade (quase) plena.
Mas se estender aqueles lençóis, verá as marcas. Se olhar os papéis, verá aquela letra quase que desenhada, pronta para ti.
Acorde para o que é real. Descubra por favor os motivos. Entenda eles. Leia além do óbvio. Leia além da alma. Leia. Sinta. Saiba. Mas saiba de verdade, pois o tempo pune, mas também recompensa. Nisso é que se foi baseado para chegar a uma decisão difícil e controversa.
Enxergar novamente em um novo dia. É nesse tempo que a vida se vai, sendo levada por belos aviões, cruzando belas nuvens, cruzando belos ares.
Uma melodia triste, que ecoa em direção aos pássaros tão vivos, e também tão belos.
Quantos corações dessas aves poderiam ser despedaçados, mas reconstruídos?
Mesmo que essa confusão fosse simplesmente impossível de ser evitada. Mesmo que fosse apenas prometido um novo coração. Uma nova vida. Uma espera.
Mas é muito mais fácil deixar esse coraçãozinho voar. Ser feliz.
O coraçãozinho mais belo já tocado.
Em suma: Tanto tempo para aprender, viver, se preparar. Falhar, errar. Sim, foi breve, isso ninguém contestará. Mas também foi simplesmente sincero.
Assinar:
Comentários (Atom)