Manhãs insípidas, noites incolores.
Nada na média, nada na graça.
A dor se torna constante, a alegria inconstante.
O sucesso é uma brisa, o fracasso um vendaval.
Essa mesmisse sem graça, sem motivos.
Fico doente com a falta de criatividade.
O câncer tomou conta de meus braços. Criou raízes e se fincou.
Atado, mal me movo.
Sem sucesso, tento de novo.
Tudo muda, como num passe de mágica.
Mas o que passou, nunca muda.
O inferno que nunca virou céu. O céu que é proibido.
A lógica que não tenho.
A tenebrosidade no encanto das palavras.
Sou cego, surdo e mudo.
Aonde vai? Não voltou.
Saudade de quando era eu mesmo.
Afinal o que restou?
Um vazio. Vazio a se preencher.
Assim fica meu texto.
Sem graça e sem palavras conexas.
Assim como tudo é, um faz-de-contas.
De que tudo está certo, e de que tudo passará.
22/08/2012
05/08/2012
Abstrair.
Eu procurei um bom motivo, um nobre método para ser uma fortaleza.
Artilharia, pedras e bolas de ferro.
Estava tudo montado, tudo arranjado. Planejado conforme a planta inicial.
Em volta flores. Dentro, músculos frágeis, mas prontos para guardar o bem mais precioso do seu reino.
Um super homem, num longo caminho.
Errôneo e falho, ele não é tipo príncipe da Inglaterra.
Então ele acaba por abstrair continuamente da sua vida os pequenos pedaços amedrontadores que possam sufocar sua fortaleza íntima.
É assim que sempre foi, é assim que continuará sendo.
Mas ele não entende o que lhe dizem. Ele não absorve os pedidos.
Sua fortaleza range, seus dentes rangem.
As luzes precisam ficar acesas agora.
E então? Ele não enxerga a linha do horizonte.
Mesmo focado, é tudo limpo. O vento bate e tudo que o rosto dele sente, é frio.
Uma noite tirada para deixar de ser uma fortaleza.
Seus aliados limpam sua mente. Os soldados batem em retirada.
Ele precisava bater forte em sua própria cabeça para entender essas coisas.
Um super homem, num caminho neblinado.
Tanta kryptonita, que Lex Luthor ficaria com inveja.
Não consegue entender o sentido das coisas. Os porquês.
Qual é a das trincheiras que foram cavadas?
Dos arames farpados que impedem a fortaleza de andar.
Uma fortaleza que estaria melhor morta.
Talvez o que impede esse nobre homem de ser um nobre homem é ele mesmo.
Mas as trepidações, o choro engolido e seu pulmão frágil, como ficam?
Precisam de uma coluna para sustentar.
Uma mão para acalentar.
Afinal, porquê tem algo de errado em ser errado?
Essa é a maneira que sempre deveria ter sido. Mas ao invés disso, vamos apenas atirar na fortaleza.
Artilharia, pedras e bolas de ferro.
Estava tudo montado, tudo arranjado. Planejado conforme a planta inicial.
Em volta flores. Dentro, músculos frágeis, mas prontos para guardar o bem mais precioso do seu reino.
Um super homem, num longo caminho.
Errôneo e falho, ele não é tipo príncipe da Inglaterra.
Então ele acaba por abstrair continuamente da sua vida os pequenos pedaços amedrontadores que possam sufocar sua fortaleza íntima.
É assim que sempre foi, é assim que continuará sendo.
Mas ele não entende o que lhe dizem. Ele não absorve os pedidos.
Sua fortaleza range, seus dentes rangem.
As luzes precisam ficar acesas agora.
E então? Ele não enxerga a linha do horizonte.
Mesmo focado, é tudo limpo. O vento bate e tudo que o rosto dele sente, é frio.
Uma noite tirada para deixar de ser uma fortaleza.
Seus aliados limpam sua mente. Os soldados batem em retirada.
Ele precisava bater forte em sua própria cabeça para entender essas coisas.
Um super homem, num caminho neblinado.
Tanta kryptonita, que Lex Luthor ficaria com inveja.
Não consegue entender o sentido das coisas. Os porquês.
Qual é a das trincheiras que foram cavadas?
Dos arames farpados que impedem a fortaleza de andar.
Uma fortaleza que estaria melhor morta.
Talvez o que impede esse nobre homem de ser um nobre homem é ele mesmo.
Mas as trepidações, o choro engolido e seu pulmão frágil, como ficam?
Precisam de uma coluna para sustentar.
Uma mão para acalentar.
Afinal, porquê tem algo de errado em ser errado?
Essa é a maneira que sempre deveria ter sido. Mas ao invés disso, vamos apenas atirar na fortaleza.
03/08/2012
A Valsa dos Cavalos Marinhos.
Você, na calada da noite, caminhando pela luz da lua.
Descalça, bela. Nua de corpo e alma.
E eu sentado, sereno a observar.
Das curvas doces surge uma fênix nervosa.
Imprudente, destruidora e impiedosa.
Varre tudo que vê, não se importa.
Mas eu ainda estou lá a te fitar.
Vira uma sereia, nada virtuosamente no mar brilhante, dança a valsa dos cavalos marinhos.
E eu ali, sempre a te olhar.
É uma mistura de emoções. Um efeito dominó, explosivo e sem forma alguma de manipulação.
Não seria justo sequer tentar mudar o que é belo por natureza.
A confusão, o caos, a beleza e a paixão.
A mistura do universo em um corpo tão delicado.
Em um rosto tão belo, uma boca tão desejável, possuidora de uma candura na fala.
Inevitável e imprevisível.
O que pode te agradar pode te desagradar. Não há proibição.
Mas eu? Eu só olho.
E quando minha supernova explodir, espero que seu brilho seja capaz de me conter.
Pois assim sigo te observando. Te olhando e te amando.
Descalça, bela. Nua de corpo e alma.
E eu sentado, sereno a observar.
Das curvas doces surge uma fênix nervosa.
Imprudente, destruidora e impiedosa.
Varre tudo que vê, não se importa.
Mas eu ainda estou lá a te fitar.
Vira uma sereia, nada virtuosamente no mar brilhante, dança a valsa dos cavalos marinhos.
E eu ali, sempre a te olhar.
É uma mistura de emoções. Um efeito dominó, explosivo e sem forma alguma de manipulação.
Não seria justo sequer tentar mudar o que é belo por natureza.
A confusão, o caos, a beleza e a paixão.
A mistura do universo em um corpo tão delicado.
Em um rosto tão belo, uma boca tão desejável, possuidora de uma candura na fala.
Inevitável e imprevisível.
O que pode te agradar pode te desagradar. Não há proibição.
Mas eu? Eu só olho.
E quando minha supernova explodir, espero que seu brilho seja capaz de me conter.
Pois assim sigo te observando. Te olhando e te amando.
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