De copo em copo, de carteira em carteira, de batom em batom, eu procurei um novo você para amar. Pra cuidar, pra enlouquecer.
E eu enlouqueci, nessa procura ensandecida por algo fútil.
Prefiro hoje enterrar meus olhos a 7 palmos do chão do que deixar eles voarem sem nenhum motivo coerente.
Espero que me compreenda, jovem espírito guerreiro. Eu lutei como ninguém lutou 1 guerra. E fui derrotado como nenhuma nação fora derrotada antes.
Hoje eu sou derrotado por mim mesmo. A falta de confiança é hoje o que antes era o excesso dela mesma. E assim fui eu, sentado numa cadeira, olhando pra chuva que me inundava de perguntas absolutamente idiotas, como "Para onde irei?" e "Será que existe um novo amanhã?"
Existe 1 novo amanhã. E existe sem você.
E eu não morri por viver vários amanhãs sem você. Afinal, és hoje um resquício de felicidade do qual eu mal lembro.
Ou um grande pedaço oco de "perguntas absolutamente idiotas", já que ainda me pergunto "porque diabos me abandonastes quando mais precisei de ti".
O tempo é estranho, é deveras absoluto.
E esse absolutismo é cruel, como uma rosa com espinhos.
De que adianta você ter todo o tempo do mundo, se no final vai se machucar com seus espinhos?
Ah se não houvesse tempo...
Ah se não houvesse amanhã...
Ahhhh se não houvesse transposição de tempo.
Assim, o hoje seria nós.
Mas agora é vocês.
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