13/10/2011

Sargeta.



Você não pode sentir o que não pode tocar.
Ou pode tocar aquilo que não sentirá?
Como pode, saber o gosto amargo do que nunca tocou sua boca?
Atravessar a ponte inexistente.
Cobrar o que ninguém tem.
Sentir o aroma dos perfumes que não foram fabricados.
Isso é o que te mata por dentro, mesmo sem existir sequer 1 lâmina a te cortar.
Os amigos se foram, mesmo sem um motivo material.
Tudo o que diziam é que ele fora uma besta carnal.
E a sequela ficou, a cicatriz não fechou.
Aonde está o câncer que não te matou?
Aonde está você agora? Só dentro de ti ele te achou.
E de que importa, se nada te apavora?
O tanto que quis, e nada conseguiu.
És a prova viva de que a ruína só chega, aqueles que tem bom coração.
A sarjeta, é claro, será pra sempre o seu novo habitat.

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