13/08/2011

Passos.

Tantos passos foram dados desde meu último passo.
Passos largos, passos curtos. Um passo em especial se revira dentro de mim ainda.
Me balanço devagar, me dou 1 sacudida, preciso ver se estou inteiro ainda.
É ainda estou.
Aqueles 2 pequenos bichinhos verdes olhando para mim, me perguntando: E ai?
Eu dou 1 tapa na cara, devo estar louco de pensar que bichos falariam.
As dorem que passaram a ser cotidianas. Sim, o cotidiano da rotina que se instaurou em mim.
Tenho fome.
Fome de você.
Fome de querer entender por que diabos dei tais passos.
Diabos que me olham e riem da minha cara.
Devem pensar que sou maluco.
Já vi que não posso ficar tão inerte. Eu vejo as cores tão distântes. Dissonantes.
A cura da salvação está em 1 copo de vodka. Ou da morte.
É piegas. Mas não é um caso raro de emice.
Todos tememos dar passos.
Mas quando damos o passo errado, é que descubrimos que não há volta.
Isso não é 1 máquina de dar Replay.
O que passou se foi.
Mas ainda acho que as fitas do replay estão guardadas, empoeiradas, e implorando para serem repostas na máquina pra serem reproduzidas.
Mas de que adianta?
Só seriam passos. E mais passos.

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