31/07/2011
De Julho a Julho.
Recomeço a contagem de minutos excedentes para o término de minha vida. O tédio me consome para variar. Minhas pálpebras caem em profunda queda. Prosto-me perante a carne, e a carne se prosta entre meu ser. Vivo uma utopia. Enlouqueço nos cabelos sedosos do destino. Cumpro a simples tarefa que é viver. E a cumpro mal. Não sei viver. Existe uma fórmula? Eu acho que não. Sinto dores no peito. Sinto meu coração palpitar. Apenas te sinto. Oro, vejo, me indago. Pergunto para mim mesmo o que acontece. Choro. Ligo a TV, e nada passa. Vou para a rua, mas só o que vejo, é a vida. Qual vida? Não interessa. Talvez sejam melhores que a minha vida. No bolso, 1 último cigarro. Acendo, caminho, e fico perplexado com a felicidade falsa de alguns rostos. Tudo o que mais quero agora eu não tenho. Tudo o que mais quis eu perdi. Tudo o que possuo agora, é metade daquilo que todos querem. Eu não sei, mas confesso, a confusão é tão certa, que se eu morresse agora, eu não faria falta a ninguém. Nem a mim mesmo.
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