11/04/2011

Um dia.

Um dia ela vai entender que minhas lágrimas não são por ela me fazer mal. Aliás, ela me faz um bem danado. Meu coração chora a ausencia deste meu conforto. Um dia você vai entender que eu ainda vivo e respiro você. Respiro o pouco que sobrou, respiro quase sufocando, a beira da morte, lutando pela sobrevida. Um dia, você vai saber... aliás você sabe, que detém o poder de me fazer feliz. Um dia eu é quem vou perceber que não detenho mais o poder de te fazer feliz. A cada aniversário não completo eu choro. A cada choro, uma renovação. A cada renovação, eu percebo que não há renovação. Eu percebo que ainda quero você. Eu percebo que ninguém me faz feliz. Percebo que, me entrego mais á perdição, e mais dificil fica de sair. Eu sufoco. Eu clamo. Eu pereço. A água do poço me atinge ao pescoço, e eu nem sei nadar. Eu não consigo nem me desesperar, pois já estou até conformado. Um pesadelo? Um erro? Minha vida é sua vida, então não me importo de deixá-la acabar. Uns dizem que sou exemplo de pessoa, e eu as retruco dizendo: Que ser humano merece respeito, merece ser exemplo, se nem consegue manter perto dele a pessoa que ama? A pessoa que a ama. Só um homem covarde, inútil, com coração podre e alma corrompida pode conseguir tal feito. Se eu puder dar um conselho a qualquer pessoa que se aproxima de mim, eu só direi: não se aproxime mais. Eu só faço mal, eu só trago o errado. Este clamor é tão real, é tão anormal, eu sequer sei o que expresso nessas doces linhas de meu amargo diário de guerra. Mas no final, ainda estou sentado sozinho, na mesma cadeira, ouvindo as mesmas músicas, pensando na mesma pessoa, chorando pelo mesmo motivo, e clamando pelo mesmo futuro.

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