E se do nada eu falasse que te amo?
Sem rodeios, sem invenções e sem receios.
Sem nenhum recheio, no seco, sem dó.
Você jamais ficaria ou me perdoaria?
Será que se eu te encontro na fila do bar
Você me julgaria pela camisa social?
Teria eu alguma chance com você
Se eu ainda soltasse pipa pela manhã
Ou cantarolasse feito um bobo da corte
Coisas que ninguém entende (e talvez nem eu)?
Até quando você me deixaria aflito
Por não responder que sou idiota
Por esperar você me dizer
Que está aflita?
Seu desinteresse habita no profundo saber
Ou na rasa ignorância?
E se eu fosse como o Lucas, e te contasse
Que esses versos aqui jogados
São lembranças do que eu nunca presenciei?
E se você do nada me falasse que não me ama?
Sem rodeios, sem invenções e... nem receios.
Será que eu permaneceria?
17/04/2026
Ensaio sobre a Merdeira.
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