E com metade de mim sendo medo, a outra apenas deseja ter esses lábios a minha disposição. Como se fosse uma fruta fresca pronta para ser devorada e possuída por mim, o mais puro suco de uma paixão que eu não sei se vai dar certo.
É como se eu olhasse para ti em meu reino e não soubesse se está mesmo ali. Com dúvidas se o passado recente causa alguma influência ou se é apenas um pesado pedaço de mim que se sente apenas inseguro.
Insegurança, ó meu Deus. Daonde eu tirei ela? Eu não faço idéia. Mas eu amo esta sensação de estar vivo de novo, no mais profundo espaço de meu ser. É que seus olhinhos cheios de olheiras me seduzem o suficiente para que eu a olhe dormindo apenas pra zelar seu sono. Pra uns isso é psicopatia, pra mim é apenas um doze avos de uma hora. Instantes que eu quero eternizar como um porta-retrato de cristal.
Curioso é que eu não quero que diga que me ama. Não me importo mais com essas ambrosias de amores românticos. Eu só quero fazer parte da soma que nos fará um inteiro. Olhar pra ti e falar: todo o meu sofrimento até aqui valeu a pena, pois és a cura que eu sempre precisei.
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