Sei lá, cara. Toda vez que eu olho aquela garota ela parece estar usando o mesmo pijama. Sabe qual? É, aqueles com cara de muamba, que tu compra com a tia maneira que anda com o sacolão de roupa pra tirar uma grana no fim do mês.
Mas porra, que mulher gostosa. É por causa do pijama? Claro que não. Mas porra de novo, como casa bem com ela. E vejam bem: quando falo de gostosa, falo do sorriso que ela mete em cada registro com os básicos pijamas confortáveis de algodão com estampas estranhas-que-ninguém-liga. Se bobear, nem ela sabe de que são as estampas daqueles pijamas.
Há anos ela muda tudo: Cabelo em cores e tamanhos variados. Óculos. Muda de emprego. Muda de ofício. Muda a forma de ser e de falar. Muda de opinião e aprende como um camaleão a fazer o que bem lhe entende. Mas o raio do pijama está lá.
É um mistério.
É como se ela quisesse que as pessoas adivinhassem em que ano estão. Seria 2010? 2020? 2030? Certeza que daqui a 10 anos o mesmo vestuário para nanar estará lá. Delineando delicadamente uma volúpia que quase nem lhe cabe.
E é nesses gostos, tal como as tais músicas velhas que acompanham a donzela que o espectador se perde. E se reencontra as vezes. Coisas simples que a vida proporciona.
Continue assim, misteriosa mulher do pijama.
Nenhum comentário:
Postar um comentário