16/10/2019

Envelhecimento.

Já se passou algum tempo desde que olhei pela última vez para essa bela página em branco no meu computador. Poucos meses, muitos meses. Mais uma vez eu relativizando o tempo. Eu gosto de fazer isso. Sei lá, talvez eu seja apaixonado por escrever sobre a vida, sobre o tempo, sobre tristeza e alguma felicidade. E sobre amor também.
Esse lugarzinho aqui sempre foi uma fuga para mim. Fugir dos meus amores não correspondidos, fugir de minhas depressões, de minhas frustrações comigo mesmo, a minha Pasárgada. E faz um tempo que eu não consigo mais fugir de mim mesmo.
Mas o que isso significa, afinal? Eu confesso que ainda não sei, mas estou aprendendo a lidar. Talvez sejam os remédios para a cabeça que eu ando tomando, ou talvez seja só a pressão que começa a diminuir, mas... sei lá, é só curioso entende? Um dia a gente está pedindo para morrer e no outro a gente ama viver. Hoje eu vivo o limbo dessas tênues, e tá tudo bem, eu gosto disso. É bom ser equilibrado, afinal eu sou libriano.
Talvez isso signifique que eu não precise mais fugir de mim mesmo, não é? Droga, fazer 30 anos é muito chato.

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