Já se passou algum tempo desde que olhei pela última vez para essa bela página em branco no meu computador. Poucos meses, muitos meses. Mais uma vez eu relativizando o tempo. Eu gosto de fazer isso. Sei lá, talvez eu seja apaixonado por escrever sobre a vida, sobre o tempo, sobre tristeza e alguma felicidade. E sobre amor também.
Esse lugarzinho aqui sempre foi uma fuga para mim. Fugir dos meus amores não correspondidos, fugir de minhas depressões, de minhas frustrações comigo mesmo, a minha Pasárgada. E faz um tempo que eu não consigo mais fugir de mim mesmo.
Mas o que isso significa, afinal? Eu confesso que ainda não sei, mas estou aprendendo a lidar. Talvez sejam os remédios para a cabeça que eu ando tomando, ou talvez seja só a pressão que começa a diminuir, mas... sei lá, é só curioso entende? Um dia a gente está pedindo para morrer e no outro a gente ama viver. Hoje eu vivo o limbo dessas tênues, e tá tudo bem, eu gosto disso. É bom ser equilibrado, afinal eu sou libriano.
Talvez isso signifique que eu não precise mais fugir de mim mesmo, não é? Droga, fazer 30 anos é muito chato.
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