18/10/2019

A fruta.

Existem frutas bem cícricas.
Frutas doces e frutas azedas.
Aqui no Brasil tem as frutas tropicais.
E também as frutas com sabor de quero mais.

Em casa as vezes tem pé de fruta.
E também fruta que cai no pé.
Algumas frutas brilham sem parar.
Outras só servem pra decorar.

Tem hora que a fruta apodrece.
Ai não tem jeito, a fruta vai para o lixo.
O bom é que algumas frutas duram.
Algumas até te curam.

Mas tem fruta que é rara.
A gente demora pra achar a fruta no pomar.
A beleza rara faz a fruta se destacar.
Ao ponto da fruta ser linda até no descascar.

Pena que não se acha fruta assim todo dia.
E a frustração bate por não ter mais a fruta.
Aí a gente acaba indo embora sem fruta.
E chega em casa e come uma banana mesmo.

16/10/2019

Ciclo.

A vida é curta.
A vida é longa.
Ela é cheia de curvas.
Ela sempre se alonga.

Viva o simples.
Viva o momento.
Não fique pra trás.
Não tema o tormento.

Beije com força.
Beije devagar.
Foda sem pensar.
Foda até se embriagar.

Então ame.
Ame a quem amar.
Se ame, claro.
Mas tenha a quem chamar.

Envelhecimento.

Já se passou algum tempo desde que olhei pela última vez para essa bela página em branco no meu computador. Poucos meses, muitos meses. Mais uma vez eu relativizando o tempo. Eu gosto de fazer isso. Sei lá, talvez eu seja apaixonado por escrever sobre a vida, sobre o tempo, sobre tristeza e alguma felicidade. E sobre amor também.
Esse lugarzinho aqui sempre foi uma fuga para mim. Fugir dos meus amores não correspondidos, fugir de minhas depressões, de minhas frustrações comigo mesmo, a minha Pasárgada. E faz um tempo que eu não consigo mais fugir de mim mesmo.
Mas o que isso significa, afinal? Eu confesso que ainda não sei, mas estou aprendendo a lidar. Talvez sejam os remédios para a cabeça que eu ando tomando, ou talvez seja só a pressão que começa a diminuir, mas... sei lá, é só curioso entende? Um dia a gente está pedindo para morrer e no outro a gente ama viver. Hoje eu vivo o limbo dessas tênues, e tá tudo bem, eu gosto disso. É bom ser equilibrado, afinal eu sou libriano.
Talvez isso signifique que eu não precise mais fugir de mim mesmo, não é? Droga, fazer 30 anos é muito chato.