02/03/2019

Desisto.

Eu já desisti tantas vezes das coisas, que nem sei mais contar. Tem gente que gosta de romantizar a persistência, a força de vontade, pessoas que tornam loucuras atos genuínos e heroicos. Eu não me encaixo nesse padrão. Veja bem: há casos onde isso pode ser aplicado, acredito que todos nós temos o direito de lutar pelo que acreditamos que seja nosso. Mas há momentos onde a nossa cabeça simplesmente dói dia e noite, e tudo o que queremos é a mais profunda paz. É nisso que reside a minha teoria de que aceitar uma derrota em resignação não é sair derrotado, e sim, sair com algum aprendizado. Nossas relações são bem mais complexas do que meros filmes hollywoodianos que nos empurram goela abaixo, tentando criar um senso deturpado na gente. Mas basta você parar para refletir que verá que mesmo nas histórias mais credíveis possíveis, você não vai estar sendo 100% retratado. É bonito, muito bacana ver histórias de superação, mas nem sempre isso vai se aplicar a nós. E tá tudo bem, sabe? Nem todo mundo é Newton, que sentou debaixo de uma árvore e viu uma maçã cair, pra entender o que era a teoria da gravidade, ou Thomas Edison, que tentou mais de 700 vezes até descobrir como fazer uma lâmpada. Você pode ser um gênio, mas você pode ser uma pessoa normal também, com problemas e anseios de pessoas normais, e é seu direito chegar em casa e ficar consternado por não conseguir pagar a conta de luz para acender essa tal lâmpada que Edison inventou. Amanhã é um novo dia, uma nova luta chegará, não deixe que os outros falem o que você deve fazer. Desistir de conquistar a pessoa amada, de insistir numa faculdade que você não quer, aceitar que não é capaz agora de realizar um trabalho complexo. Desistir as vezes é a melhor forma de fazer algo. E talvez aprender a ser alguém melhor.

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