Cansado da minha alma
Encontro a paz numa velha tulipa
Amargo gosto de cerveja
Que cada vez mais se dissipa.
No copo da vida
Já tive mil decepções
Talvez até mil e uma injustiças
Organizadas em belos pelotões.
Num cinzeiro de bar
Pintado com a negra cor das cinzas
De gimbas velhas amassagadas
Por velhas cabeças zonzas.
Tivesse pecado sentados
Nestas cadeiras de alumínio barato
Patrocinadas por grandes cervejarias
Enferrujadas pelo destrato.
Lábios perdidos sem sincronia
Mutantes destinos inacabados
Afinal, qual seria a paz
Trazida por estes abençoados?
Dizem que o inferno é uma mesa de bar
Com cerveja quente e Calabresa velha
Pff, falam isso como se fosse ruim
Viver a eternidade com o cigarro na orelha.
E se querem saber uma verdade
Não há mal algum em ser boêmio
Se viraremos cinzas, tanto faz
Só apontem a cerveja que será meu premio.
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