Saudade é um negócio chato.
Quando você vê, já tá lá, desnudo, desprotegido...
Se pegando a pensar em algo, alguém, algum momento.
O tempo passa e nada faz sentido
E as vezes você queria que o tempo parasse pra sentir esse momento.
Nunca haverá um novo amanhã se você não hornar seu passado
Mas se prender a felicidades passadas é tipo se torturar
Ah, a tortura da mente
Essa vil cobra que habita nosso corpo
Possui nosso ser e nos faz pensar em todo tipo possível de nostalgia.
Ao ver uma série, ao comer um chocolate, ao tomar banho sozinho.
Tudo pode ser diferente, você pode superar as suas dores sim.
Mas a mente, ela vai te torturar, vai massacrar a sua cabeça.
É engraçado que nos filmes, as pessoas se perdoam, se felicitam, tudo volta ao normal.
Mas na vida real, pessoas morrem sem ouvir um "eu te perdoo".
Na vida real, você morre.
E as vezes, nem é sobre o corpo carnal putrefazer aos vermes.
Culpa corrói, estraga os seres vivos.
Tudo no fim vai para a terra.
Proteja então suas boas memórias.
Mas pricipalmente, cuide bem do que te faz bem.
Pois um dia, o melhor de si pode ser a sua ruína.
21/01/2017
11/01/2017
Boêmia, o que me trazes no regresso?
Cansado da minha alma
Encontro a paz numa velha tulipa
Amargo gosto de cerveja
Que cada vez mais se dissipa.
No copo da vida
Já tive mil decepções
Talvez até mil e uma injustiças
Organizadas em belos pelotões.
Num cinzeiro de bar
Pintado com a negra cor das cinzas
De gimbas velhas amassagadas
Por velhas cabeças zonzas.
Tivesse pecado sentados
Nestas cadeiras de alumínio barato
Patrocinadas por grandes cervejarias
Enferrujadas pelo destrato.
Lábios perdidos sem sincronia
Mutantes destinos inacabados
Afinal, qual seria a paz
Trazida por estes abençoados?
Dizem que o inferno é uma mesa de bar
Com cerveja quente e Calabresa velha
Pff, falam isso como se fosse ruim
Viver a eternidade com o cigarro na orelha.
E se querem saber uma verdade
Não há mal algum em ser boêmio
Se viraremos cinzas, tanto faz
Só apontem a cerveja que será meu premio.
Encontro a paz numa velha tulipa
Amargo gosto de cerveja
Que cada vez mais se dissipa.
No copo da vida
Já tive mil decepções
Talvez até mil e uma injustiças
Organizadas em belos pelotões.
Num cinzeiro de bar
Pintado com a negra cor das cinzas
De gimbas velhas amassagadas
Por velhas cabeças zonzas.
Tivesse pecado sentados
Nestas cadeiras de alumínio barato
Patrocinadas por grandes cervejarias
Enferrujadas pelo destrato.
Lábios perdidos sem sincronia
Mutantes destinos inacabados
Afinal, qual seria a paz
Trazida por estes abençoados?
Dizem que o inferno é uma mesa de bar
Com cerveja quente e Calabresa velha
Pff, falam isso como se fosse ruim
Viver a eternidade com o cigarro na orelha.
E se querem saber uma verdade
Não há mal algum em ser boêmio
Se viraremos cinzas, tanto faz
Só apontem a cerveja que será meu premio.
Heresia.
Por todos os lados das redes sociais, eu vejo as pessoas postando fotos com aquelas famosas legendas prontas, que geralmente não fazem o menor sentido com o contexto da foto. É interessante notar que muitas dessas pessoas sequer leram algum livro dos autores que citam, as vezes não sabem qual o aspecto real da frase e, as vezes até citam a pessoa errada.
Há uma corrida invisível na sociedade atual, aquela em que a gente tenta mostrar quem não somos, com fotos montadas e frases que não são nossas, tudo para angariar os famigerados likes a troco de nada. É, basicamente nada.
Confunde-se aqui o real com o imaginário de diversas pessoas, mais o imaginário de pobres autores que morreram e não podem se defender desses devaneios. O mix final é geralmente alguma coisa que se não beira o patético, é simplesmente sem graça.
Existem patricinhas, existem playboyzinhos, funkeiros, rockeiros, todos esses subgêneros existirão por muito tempo ainda, talvez até para sempre. Não há demérito algum em ficar 10 horas por dia na musculação a procura do corpo perfeito. Nem em gastar as doletas da mamãe dondoca que te sustenta. Cada um tem sua vida, a leva como quer e imprime em suas almas aquilo que quer levar pro caixão. Só o que incomoda é que estamos cada vez mais artificiais, escorados em opiniões dos outros, sustentados por palavras que não são nossas para fins de demonstrar para todos os outros que somos descolados.
Mas já parou pra pensar que talvez sejamos descolados simplesmente por sermos quem somos?
Ostentar aquela barriga feia as vezes não faz mal algum. Fazer piada do cabelo que você pintou 10x nas últimas 3 semanas pode ser divertido, depende do ponto de vista. Magro, gordo, estranho, simples, formal... todo mundo é bonito e feio aos olhos de diversas pessoas, mas a quem importa ser quem é senão a quem sustenta nossos ossos, carne e órgãos por ai?
Exatamente, nós mesmos.
A busca pelo nosso ideal é nossa, a paciência é nossa maior companheira e só com ela a gente atinge nossos objetivos, que, se vindos de dentro de nós, valerão muito mais a pena.
Há uma corrida invisível na sociedade atual, aquela em que a gente tenta mostrar quem não somos, com fotos montadas e frases que não são nossas, tudo para angariar os famigerados likes a troco de nada. É, basicamente nada.
Confunde-se aqui o real com o imaginário de diversas pessoas, mais o imaginário de pobres autores que morreram e não podem se defender desses devaneios. O mix final é geralmente alguma coisa que se não beira o patético, é simplesmente sem graça.
Existem patricinhas, existem playboyzinhos, funkeiros, rockeiros, todos esses subgêneros existirão por muito tempo ainda, talvez até para sempre. Não há demérito algum em ficar 10 horas por dia na musculação a procura do corpo perfeito. Nem em gastar as doletas da mamãe dondoca que te sustenta. Cada um tem sua vida, a leva como quer e imprime em suas almas aquilo que quer levar pro caixão. Só o que incomoda é que estamos cada vez mais artificiais, escorados em opiniões dos outros, sustentados por palavras que não são nossas para fins de demonstrar para todos os outros que somos descolados.
Mas já parou pra pensar que talvez sejamos descolados simplesmente por sermos quem somos?
Ostentar aquela barriga feia as vezes não faz mal algum. Fazer piada do cabelo que você pintou 10x nas últimas 3 semanas pode ser divertido, depende do ponto de vista. Magro, gordo, estranho, simples, formal... todo mundo é bonito e feio aos olhos de diversas pessoas, mas a quem importa ser quem é senão a quem sustenta nossos ossos, carne e órgãos por ai?
Exatamente, nós mesmos.
A busca pelo nosso ideal é nossa, a paciência é nossa maior companheira e só com ela a gente atinge nossos objetivos, que, se vindos de dentro de nós, valerão muito mais a pena.
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