Amargo como o café de um copo sujo feito numa fábrica velha que estava a venda cinco anos atrás por um proprietário velho, quase morto, que tinha grande amargor em sua fala. Ele dizia para os netos que a vida era igual um fósforo: Curta, com um leve momento de luz, depois uma brasa, e no fim só sobravam as cinzas. E as cinzas do velho foram jogadas no mar Cáspio próximo as redondezas de Baku, que fica no Azerbaijão, país incrustado entre a Ásia e Europa. Continentes do planeta Terra, que lembra o marrom da terra e por fim, nada lembra as cinzas velhas de um velho que morreu de velhice.Velhice problemática por vários vazios existenciais, mas que existência um homem assim desempenha no mundo?
A mesma existência sua, que lê aqui. E se você não prestar atenção no mundo ao seu redor, sua linha do tempo se resumirá a um palito de fósforo. Aproveite a viagem, ela é de graça.
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