Não existe segredo na paz do sexo, o que traz a prática é completamente conexo.
Os corpos giram de prazer, com mãos cheios de motivos a fazer.
Sem manter quieto o instinto que nasce em qualquer recinto.
Línguas que descem, que sobem. Que encontram a língua certa, idioma do amor.
Que quando falada, adentra no seu psique, esventra o seu coração.
E lá, jogado na cama, aparecem os segredos de quem se ama.
Torna exausto o corpo doce. Febril o indivíduo precoce.
Se os lençóis voam, azar o deles! Não foram contagiados pela doença da cópula.
O corpo que encontra o corpo, que penetra, que é penetrado. O vazio que se preenche. Que se acha.
Que no encontro de suores torna corpos frágeis em estrelas brilhantes. Pompeantes.
A menina que se transforma numa linda mulher, devorada sem talher. O menino que se descobre homem, com desejos que se consomem.
O sexo, puro e simples, que torna qualquer delicado num poeta vadio, que torna qualquer posição uma gangorra de paixão, com ou sem exaustão.
E engana-se quem pensa que no gozo se encontra o fim da história marfim.
Do rijo que entra, que sai, nasce o prazer de te possuir todos os dias, se era isso que pretendias.
Afinal, a partir de agora, todo meu corpo será seu órgão sexual. E você terá de aprender a nunca mais se conter.
Pois duvido que orgasmo não lhe venha, pois é nesse fogo que pretendo lançar minha lenha.
Ah.... Ah... :)
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