É uma séria questão de caráter quando um poeta decide matar seu eu interior, vivente em um ser exterior.
É uma séria questão duvidosa se até as grandes melodias o entristecem. Até o por-do-sol é desinteressante. Até o agora é sem graça.
O tempo se arrasta com grãos de areia que cortam minha pele bem devagar. O incessante exercício de tentar manter alegre um sorriso pálido. Sinceramente? Foda-se o mundo e seus sorrisos.
Eu estou triste, e que se foda sua opinião sobre. Antes gritar isso do que fingir que se está bem.
Antes ser sincero comigo do que forjar sorrisinhos falsos.
27/12/2012
24/12/2012
Mais uma música proibida, e um fim recomeçante.
Hoje eu não vim aqui pra escrever um poema, nem uma música, nem versinhos. Não vim pra inventar uma história, ou mascarar outras. Eu vim pra desabafar. Vim pra ser eu mesmo, contando sobre minhas experiencias e tudo mais.
Ultimamente ando cansado de escrever. Me dei conta que hoje existem mais poetas do que poderia contar em mil mãos. Todos podem escrever, todos podem inventar, todos podem poetizar. Eu aqui, no meio de todos vocês, sendo só mais um. Acho que depois que cai na real sobre isso, parei de sentir aquele tesão gostoso em escrever. É a vida.
Mas não é sobre isso que vim falar.
Hoje acordei triste, mas esperançoso. Acordei com um sorriso no rosto que esconde um coração em frangalhos. A gente pensa que relacionamentos vem e vão, e que se apaixonar é corriqueiro. Mas não é bem assim, ou ao menos, não quando é de verdade.
Já tive alguns relacionamentos sérios durante minha curta (mas já não tão curta) vida. Todos muito importantes para mim, já que de todos eu tirei algum ensinamento ou proveito. Sem querer desmerecer as outras, mas só dois em especial me marcaram. Dois que me fizeram ser dedicado ao extremo, que me fizeram fazer das tripas coração. Relacionamentos que foram capazes de me fazer perder a postura serena que sempre tenho para brigar por ciúme, por indignação, ou por qualquer coisa que o valha. Relacionamentos em que estive disposto a fazer de tudo e meu máximo para os manter, e que nem isso seria suficiente. Relacionamentos em que o egoísmo me cegou, me fazendo crer que eu era o único no mundo. Mas as comparações terminam aqui. Eu, por mais que pareça, odeio comparações. Odeio me comparar, odeio te comparar, odeio nos comparar. Nossa unidade no universo é singular, e singulares como somos, creio que nunca sejamos comparáveis. O 1 está próximo do 2, mas nem por isso pode ser comparado. Assim como o 0 para o 1. Que seja.
Fiquei pensando durante esses dias no quanto devo ser azarado. Ou provavelmente apenas não esteja 100% preparado para me dedicar somente a alguém, ou realmente, apenas não acontece pois não pode acontecer. A verdade eu acho que nunca vou saber, mas as decisões também já foram tomadas, então não me cabe mais lamentar, e sim continuar vivendo.
Por uma, me lamentei em excesso com lágrimas secas, tentando fazer todos crerem que eu só amaria uma vez na vida, criando uma sensação de derrota eterna. Por outra, escondo de todas as formas minha tristeza tentando fazer todos crerem que dias melhores virão. E talvez venham, mas somente talvez.
Sabe, eu tentei. Tentamos aliás. E isso é louvável. Mas depois que você percebe que até o mais puro amor que existe é inviável por causa de destinos opostos, você esquece que tentou e só se lamenta. Pensa em como poderia ter sido no futuro. Pensa e desaba. Pensa e cria forças para continuar. Mas desaba, ora cedo, ora tarde. E nisso, o mundo gira. Devagar, mas gira.
De absoluto na vida, só existe a morte, que vai chegar para todos nós. O resto é bônus. Menina, sei que tem uma vida inteira ainda pra achar a felicidade que merece. A felicidade que procura e que sempre idealizou. Menina, sou tão grato a ti. Foi capaz de me mostrar um mundo diferente do que eu estava acostumado. Um mundo apenas normal. O seu mundo. O mundo que quis me inserir. Um mundo caótico, mas absolutamente belo. Aliás, é fato que muitas vezes do caos que se origina a beleza. Não vou me esquecer nunca dos momentos divertidos que tivemos em São Paulo. Das vezes que andamos na escada rolante, das vezes que pegamos ônibus, no dia que ficamos brisadinhos por causa de uma catuaba horrível. Não esquecerei que já dormi na cama e você no chão, e que nossas mãos não se soltaram mesmo com a força da gravidade sendo desafiada. Não esquecerei que em seu seio eu chorei o início de minha constatação: de que você era um amor que eu estava fadado a não possuir.
Nossos mundos sempre foram diferentes, e mesmo que tenha tentado, eu não conseguiria me inserir no seu. No meu menos ainda. Tentamos cegamente pelo nosso sentimento. Mas falhamos. E falhamos pois existe uma diferença de 500km entre nós. Talvez nem só pela distância física, mas também pela disparidade entre nossos ideais construídos ao longo de nossa vida. Eu tentei encaixar os meus nos seus, mas não consegui. E eu nunca me perdoaria se tentasse fazer o mesmo contigo. Simplesmente não é justo.
Mesmo refletindo nisso tudo, lembrei que aquela outra menina, jovem e inexperiente me ensinou uma das coisas mais importantes da vida: Não ser somente coração nas minhas decisões. Todos sofremos quando um grande amor se vai. Sofremos por muito tempo, e quem sabe pra vida inteira. Vai ser sempre dolorido pensar nos bons momentos, e o trauma ficará eterno em nossa pele, assim como os toques, os beijos e tudo mais. Mas se me existe algum alento nisso tudo, é de saber que já fui capaz de superar um amor verdadeiro, e isso me deixa tranquilo por saber que posso te ver no futuro feliz, assim como fico feliz em ver outras pessoas felizes também. Na realidade, é um grande prazer saber que marquei a vida de quem realmente significou para mim. Não me restam mais lamentações, e sim a torcida: Para ver quem também foi importante pra mim, feliz.
Não guardo qualquer mágoa ou rancor de você. Talvez um novo momento tenha nascido, o momento de uma amizade. E somente isso que lhe peço, talvez o último grande pedido que eu te faço: Não me prive de sua amizade. De resto, eu te falo de coração aberto: Toda a torcida do mundo para que você seja feliz, você tem de mim, assim como sempre desejei. Espero que eu tenha sido capaz de te deixar um legado positivo. Obrigado por ter sido responsável pelo meu sorriso verdadeiro, algo que sempre foi raro em minha vida. Obrigado mesmo. A vida anda, e continuará daonde paramos, procurando a felicidade em outros pontos pequenos em nossas vidas, não é?
Jovem menina, bem que sempre me disse para procurar ser alguém na vida, pois um dia eu me arrependeria já que ela passaria rápido demais e eu não iria ver. Tinha razão. O tempo passou, eu nada me tornei, e agora só me sobrou o arrependimento e um ensinamento primário. Qual? Me amar, acima de tudo. Só assim estarei preparado a me dedicar 100% ao próximo.
Enquanto isso, vou batalhando para crescer profissionalmente, procurando uma especialização na vida, buscando conhecimento em toda forma possível.
Se numa vez eu tentava desesperadamente manter um relacionamento que já estava fadado a não dar certo, dessa vez eu fui o responsável pela decisão de não manter o mesmo sofrimento. No fim, sei que os cacos se juntam e se restauram sozinhos. Fica a desculpa pelos meus erros, e meu agradecimento pelo seus acertos.
E na minha blacklist de músicas que não posso mais ouvir, vai entrando uma segunda música. E finalmente, acho que aprendi a não menosprezar a importância do passado na minha vida, aprendendo a dar valor as pessoas que realmente sempre me quiseram bem. Um agradecimento em especial para as estrelinhas e as corujas, e que no futuro eu ainda seja capaz de escrever nesse blog. :3
Ultimamente ando cansado de escrever. Me dei conta que hoje existem mais poetas do que poderia contar em mil mãos. Todos podem escrever, todos podem inventar, todos podem poetizar. Eu aqui, no meio de todos vocês, sendo só mais um. Acho que depois que cai na real sobre isso, parei de sentir aquele tesão gostoso em escrever. É a vida.
Mas não é sobre isso que vim falar.
Hoje acordei triste, mas esperançoso. Acordei com um sorriso no rosto que esconde um coração em frangalhos. A gente pensa que relacionamentos vem e vão, e que se apaixonar é corriqueiro. Mas não é bem assim, ou ao menos, não quando é de verdade.
Já tive alguns relacionamentos sérios durante minha curta (mas já não tão curta) vida. Todos muito importantes para mim, já que de todos eu tirei algum ensinamento ou proveito. Sem querer desmerecer as outras, mas só dois em especial me marcaram. Dois que me fizeram ser dedicado ao extremo, que me fizeram fazer das tripas coração. Relacionamentos que foram capazes de me fazer perder a postura serena que sempre tenho para brigar por ciúme, por indignação, ou por qualquer coisa que o valha. Relacionamentos em que estive disposto a fazer de tudo e meu máximo para os manter, e que nem isso seria suficiente. Relacionamentos em que o egoísmo me cegou, me fazendo crer que eu era o único no mundo. Mas as comparações terminam aqui. Eu, por mais que pareça, odeio comparações. Odeio me comparar, odeio te comparar, odeio nos comparar. Nossa unidade no universo é singular, e singulares como somos, creio que nunca sejamos comparáveis. O 1 está próximo do 2, mas nem por isso pode ser comparado. Assim como o 0 para o 1. Que seja.
Fiquei pensando durante esses dias no quanto devo ser azarado. Ou provavelmente apenas não esteja 100% preparado para me dedicar somente a alguém, ou realmente, apenas não acontece pois não pode acontecer. A verdade eu acho que nunca vou saber, mas as decisões também já foram tomadas, então não me cabe mais lamentar, e sim continuar vivendo.
Por uma, me lamentei em excesso com lágrimas secas, tentando fazer todos crerem que eu só amaria uma vez na vida, criando uma sensação de derrota eterna. Por outra, escondo de todas as formas minha tristeza tentando fazer todos crerem que dias melhores virão. E talvez venham, mas somente talvez.
Sabe, eu tentei. Tentamos aliás. E isso é louvável. Mas depois que você percebe que até o mais puro amor que existe é inviável por causa de destinos opostos, você esquece que tentou e só se lamenta. Pensa em como poderia ter sido no futuro. Pensa e desaba. Pensa e cria forças para continuar. Mas desaba, ora cedo, ora tarde. E nisso, o mundo gira. Devagar, mas gira.
De absoluto na vida, só existe a morte, que vai chegar para todos nós. O resto é bônus. Menina, sei que tem uma vida inteira ainda pra achar a felicidade que merece. A felicidade que procura e que sempre idealizou. Menina, sou tão grato a ti. Foi capaz de me mostrar um mundo diferente do que eu estava acostumado. Um mundo apenas normal. O seu mundo. O mundo que quis me inserir. Um mundo caótico, mas absolutamente belo. Aliás, é fato que muitas vezes do caos que se origina a beleza. Não vou me esquecer nunca dos momentos divertidos que tivemos em São Paulo. Das vezes que andamos na escada rolante, das vezes que pegamos ônibus, no dia que ficamos brisadinhos por causa de uma catuaba horrível. Não esquecerei que já dormi na cama e você no chão, e que nossas mãos não se soltaram mesmo com a força da gravidade sendo desafiada. Não esquecerei que em seu seio eu chorei o início de minha constatação: de que você era um amor que eu estava fadado a não possuir.
Nossos mundos sempre foram diferentes, e mesmo que tenha tentado, eu não conseguiria me inserir no seu. No meu menos ainda. Tentamos cegamente pelo nosso sentimento. Mas falhamos. E falhamos pois existe uma diferença de 500km entre nós. Talvez nem só pela distância física, mas também pela disparidade entre nossos ideais construídos ao longo de nossa vida. Eu tentei encaixar os meus nos seus, mas não consegui. E eu nunca me perdoaria se tentasse fazer o mesmo contigo. Simplesmente não é justo.
Mesmo refletindo nisso tudo, lembrei que aquela outra menina, jovem e inexperiente me ensinou uma das coisas mais importantes da vida: Não ser somente coração nas minhas decisões. Todos sofremos quando um grande amor se vai. Sofremos por muito tempo, e quem sabe pra vida inteira. Vai ser sempre dolorido pensar nos bons momentos, e o trauma ficará eterno em nossa pele, assim como os toques, os beijos e tudo mais. Mas se me existe algum alento nisso tudo, é de saber que já fui capaz de superar um amor verdadeiro, e isso me deixa tranquilo por saber que posso te ver no futuro feliz, assim como fico feliz em ver outras pessoas felizes também. Na realidade, é um grande prazer saber que marquei a vida de quem realmente significou para mim. Não me restam mais lamentações, e sim a torcida: Para ver quem também foi importante pra mim, feliz.
Não guardo qualquer mágoa ou rancor de você. Talvez um novo momento tenha nascido, o momento de uma amizade. E somente isso que lhe peço, talvez o último grande pedido que eu te faço: Não me prive de sua amizade. De resto, eu te falo de coração aberto: Toda a torcida do mundo para que você seja feliz, você tem de mim, assim como sempre desejei. Espero que eu tenha sido capaz de te deixar um legado positivo. Obrigado por ter sido responsável pelo meu sorriso verdadeiro, algo que sempre foi raro em minha vida. Obrigado mesmo. A vida anda, e continuará daonde paramos, procurando a felicidade em outros pontos pequenos em nossas vidas, não é?
Jovem menina, bem que sempre me disse para procurar ser alguém na vida, pois um dia eu me arrependeria já que ela passaria rápido demais e eu não iria ver. Tinha razão. O tempo passou, eu nada me tornei, e agora só me sobrou o arrependimento e um ensinamento primário. Qual? Me amar, acima de tudo. Só assim estarei preparado a me dedicar 100% ao próximo.
Enquanto isso, vou batalhando para crescer profissionalmente, procurando uma especialização na vida, buscando conhecimento em toda forma possível.
Se numa vez eu tentava desesperadamente manter um relacionamento que já estava fadado a não dar certo, dessa vez eu fui o responsável pela decisão de não manter o mesmo sofrimento. No fim, sei que os cacos se juntam e se restauram sozinhos. Fica a desculpa pelos meus erros, e meu agradecimento pelo seus acertos.
E na minha blacklist de músicas que não posso mais ouvir, vai entrando uma segunda música. E finalmente, acho que aprendi a não menosprezar a importância do passado na minha vida, aprendendo a dar valor as pessoas que realmente sempre me quiseram bem. Um agradecimento em especial para as estrelinhas e as corujas, e que no futuro eu ainda seja capaz de escrever nesse blog. :3
16/12/2012
Pikachu no reino de Agumons.
Se sente perdido num mundo que não é o seu? Bobagem, você pode se adaptar.
Mas se mesmo assim não se adaptar, acredite, você vai ser engolido pelos jacarés dorminhocos. Não é exatamente fácil digerir você, mas tente se por no lugar deles: Eles estão com soninho e fominha.
Desemboca então nesse rio aqueronte e procura a morte, senhora gente fina, cheia de papo pra contar. Lembra da fábula dos carneiros de Jesus? Então, ela quem inventou. Acho que estava com fome.
Enfim, puxa tua carteira do bolso e pague pelos serviços dela. Não peça café. A morte não tem café. Talvez chá, mas não café. Sei lá, gosto é gosto.
E lá vai você pisando com seu all-star cano longo verde fluorescente que na verdade já está tão encardido que tudo que ele parece é um pedaço de jeans velho com uma borracha de solado, andando por uma terrinha negra cheia de caveirinhas estranhas e feias, mas não mal cheirosas como possa parecer. Parecem na verdade de plástico. Na verdade são de plástico. Na verdade tudo isso parecia apenas o caminho de uma casa de horrores. Sabe qual? Aquelas que você paga pra ver meia dúzia de monstros de plástico saindo das paredes querendo amedrontar donzelas e criancinhas. Você nem percebe, mas nada disso é amedrontador. Na verdade você não esboça nada além de um sentimento estranho. Algo como "putz que escroto tudo isso aqui". Então Pikachu, por que andas no reino de Agumons? Não faz sentido estar aonde sua mente não perambula. Não tem por que diabos se culpar por não querer pegar o ônibus da meia noite rumo aos Jardins da Babilônia. Procure tua terra de felicidade prometida, o Buraco dos Pikachus. Ai sim, quando andar pela ferrovia desbotada pelo tempo, vai esboçar um sorriso feliz que não é comprado por nada existente nesse mundo, exceto por uma eventual nostalgia perdida nas nuvens de algodão.
Mas se mesmo assim não se adaptar, acredite, você vai ser engolido pelos jacarés dorminhocos. Não é exatamente fácil digerir você, mas tente se por no lugar deles: Eles estão com soninho e fominha.
Desemboca então nesse rio aqueronte e procura a morte, senhora gente fina, cheia de papo pra contar. Lembra da fábula dos carneiros de Jesus? Então, ela quem inventou. Acho que estava com fome.
Enfim, puxa tua carteira do bolso e pague pelos serviços dela. Não peça café. A morte não tem café. Talvez chá, mas não café. Sei lá, gosto é gosto.
E lá vai você pisando com seu all-star cano longo verde fluorescente que na verdade já está tão encardido que tudo que ele parece é um pedaço de jeans velho com uma borracha de solado, andando por uma terrinha negra cheia de caveirinhas estranhas e feias, mas não mal cheirosas como possa parecer. Parecem na verdade de plástico. Na verdade são de plástico. Na verdade tudo isso parecia apenas o caminho de uma casa de horrores. Sabe qual? Aquelas que você paga pra ver meia dúzia de monstros de plástico saindo das paredes querendo amedrontar donzelas e criancinhas. Você nem percebe, mas nada disso é amedrontador. Na verdade você não esboça nada além de um sentimento estranho. Algo como "putz que escroto tudo isso aqui". Então Pikachu, por que andas no reino de Agumons? Não faz sentido estar aonde sua mente não perambula. Não tem por que diabos se culpar por não querer pegar o ônibus da meia noite rumo aos Jardins da Babilônia. Procure tua terra de felicidade prometida, o Buraco dos Pikachus. Ai sim, quando andar pela ferrovia desbotada pelo tempo, vai esboçar um sorriso feliz que não é comprado por nada existente nesse mundo, exceto por uma eventual nostalgia perdida nas nuvens de algodão.
07/12/2012
A Incrível Jornada Rumo ao Feliz.
Apontei o dedo na sua cara e disse: Dê um tempo pra felicidade ser feliz, porra! E assim você fez, cheia de encantos sigilosos e complexos sérios de simplicidade atômica. Veio cintilante juntar os recortes de abril, com todos esses dentes brancos que juntos, formavam um sorriso que eu descreveria como "O pôr-do-sol mais belo do mundo". Ali caminhante com seu ar flutuante e as asinhas de fogo sempre aparencendo. Pintou em seus quadros tortos esse amorzinho juvenil com cores sérias e que fazem o seu grande admirador, eu, esperar ofegante e respirar uma breve saudade que ali se instala (que com certeza é agoniante, porém admirável). Claro que haviam cobras no caminho, pisoteadas mesmo quando nem podiam mais soltar veneno. E mesmo sem sua permissão impressa em memorando avisando que podia bater, eu já sai quebrando a porta e voltando pro lugar que sempre foi de meu direito, e sempre que vejo alguém dizer que eu estou errado, eu mando ela comprar uma gaita e tocar. Não importa, mesmo que obstante, talvez até perdido em mil instantes, eu voltei pro meu lugarzinho encantado e de cá não sairei. Assim aconteceu. E então, enquanto desligava as luzes, eu seguia grog em direção à sua cama para lhe avisar: Amor, não precisa mais ter medo do escuro, eu estou aqui para te proteger. E depois que eu decidi deitar ao seu lado, eu nunca mais quis sair.
02/12/2012
Lembranças de uma noite chuvosa.
Ultimamente venho sentido arrepios. Minha espinha gela quando lembro que fui causador de muita insônia. Ando alterado procurando as rachaduras invisíveis entre nós. Entre nós, um amor perfeito que foi maltratado por minhas errantes caminhadas rumo ao te ver feliz. Não me aceito como sou agora. Não me aceito como eu era a mil instantes atrás. Me aceito apenas ao seu lado, e essa é a beleza eterna de nossos momentos: O tempo que pára ao seu lado. Esses instantes que curam-me de feridas carnais e emocionais, envolventes de felicidade que nunca seria prescrita em remédios. Quero seus olhinhos marejados (de felicidade). Quero novamente esses bracinhos fortes e essa sua pele pálida que necessita de calor (o meu).
Ultimamente meu único alívio tem sido dormir, no anseio de ver você mais rápido e de procurar o meio correto de me tornar seu super-herói destemido e temido. De verdade eu sei: Tudo que tem que ser falado, não necessariamente é falado, assim como nem tudo que queremos falar, deve ser dito.
Ultimamente meu único alívio tem sido dormir, no anseio de ver você mais rápido e de procurar o meio correto de me tornar seu super-herói destemido e temido. De verdade eu sei: Tudo que tem que ser falado, não necessariamente é falado, assim como nem tudo que queremos falar, deve ser dito.
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