09/09/2011

Lamúria.

Personifico-a em meus gestos mais simbólicos.
Talvez numa oração, ou num entrelaçar de dedos.
Não sei, mas me sinto confuso.
Meu coração não mais dispara por ti.
Meus pensamentos não são mais para você.
Minhas soluções não são mais para nossos problemas.
Então por que raios, você ainda me perturba?
Puxar vagamente nossa história pelo fio que a prende me faz perceber que, é tão forte, que puxando encontro você.
É forte, essa química, essa beleza, essa exuberância.
Esse nós que não morrerá nunca.
A maneira como marcou minha pele, nobre clareza, de tamanha perfeição.
Ora, se eu não mais penso em ti, se meu coração não mais dispara por ti, então o que faço aqui?

Lamento. Apenas lamento as artimanhas da vida.

Aqui é e sempre foi o meu lugar, lugar que não estou.
Longe de você, aprendi a ser forte, mas descobri-me fraco. As horas não passam, o tempo parou.
Preciso de algo.
É 1 séria questão de caráter poder analisar a si mesmo com tanta indagação. E ainda sim, não tirar qualquer questão exata disso tudo.
Você, que me fazia tão bem, me faz tão bem ainda. Me faz tão feliz ainda. Tão sóbrio ainda. Aliás, você ainda é aquele pedacinho de luz no meu sórdido e enigmático planeta escuro.
E se você estivesse aqui? Como seria? Indagar é preciso, já dizia Sherlock Holmes.
És parte ainda, do que me faz forte. Ah, e pra ser honesto, só 1 pouquinho infeliz. E mesmo sem te ver, sei que estou indo bem. Mesmo que nunca convenha aparecer.

A falta do afago, da carícia, do tesão. Enorme convulsão de sabores proibidos eu encarei nessa jornada vitalícia.
Corações não pensam. Cérebros não sentem. O corpo padece. E os padres dizem amém.
Se o mundo é mesmo parecido com o que vejo, prefiro acreditar no mundo do meu jeito.
E como chegar até as nuvens com os pés no chão?

Promessas, são dívidas.
E as vezes, dívidas não são cobradas. Ou as vezes, perdoadas. Quem cumpre, é soberano. Quem perdoa, é divino.

Vai
Vem embora
Volta

Todos tem, suas próprias razões.
Pra ir e vir.

E como sempre disse, como sempre falei, como sempre objetivei, como sempre coloquei em pauta, Se você quiser alguém pra ser só seu, não se esqueça, estarei aqui.
Maldita afobação, maldito temporal.
Frio, gatos, medo.
Remember yesterday, walking hand in hand... I remember you.

Engraçado, que mesmo morto por dentro, enjaulado, desinteressado, encoberto pelo medo, ou pelo simples andar da carruagem, se eu me distrair, eu ainda me transporto, pra perto de você. E isso, já me basta.

O ritmo sempre rolou fácil, nunca precisei ensaiar nada.
Só porque você é, do jeito que você é.

(Inspirado e construído com vários pedaços de músicas, conhecidas ou não).

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