27/09/2011

Imprevisível?

Entre o certo e o duvidoso, opte pelo aleatório.
Pois é mais divertido viver o imprevisível.

18/09/2011

Penumbra.

Respirar é um alívio.
Sentir-se vivo é o problema.
Ter lágrimas rolando por meu rosto inchado é um problema.
Saber que não terás a salvação prometida é um problema.
Mas de que adianta, ser o que não é? Você tem uma pele, e só uma pessoa o conhece sem essa pele. Você mesmo.
Pra todos, você pode ser o alegre, o despojado, o carismático. Mas pra você mesmo, és apenas você. Um cara solitário, amargurado, infeliz.
Sentir essas lágrimas correrem em seu rosto, com o doce sabor salgado, parece que limpei minha alma. Mas eu não limpei. Eu não cheguei nem perto. Pela penumbra que ocorre, fico pasmo perante a incompatibilidade minha para com a sociedade. Ser sentimental demais fode a cada momento meu eu característico que só eu conheço.
Sei que no momento certo eu vou despachar tudo que eu sinto, com meu cigarro na boca, tragando lindamente por mim e por quem eu quero comigo.
Enquanto isso não acontecer, vou curtir minha letargia.
Vou curtir minha forma nonsense de ser e de me enganar, sempre me lembrando que o meu eu característico, só eu conheço.
Aliás, outra pessoa conhece. Mas nesse momento essa pessoa está ocupada demais com seus problemas. O que não me importa, já que fui abandonado para adoção por esta pessoa.
Virei órfão da vida. Me tornei pai de mim mesmo.
E eu não quero mais nada além de poder aprender a cuidar de mim mesmo.

13/09/2011

Achei na rua.

Desculpa ter te amado tanto, não sou digno de você. Eu fui sincero, verdadeiro, te amei como pude, sofri e sofro por você.
Você estava certa, eu erro em confiar nos outros, mas meu maior erro foi confiar em você e ter te amado de todas as formas possíveis.
Desculpe se não fui bom o suficiente para você. Desculpe ter feito tudo o que fiz.
Não sou capaz de te encarar e não sofrer, pois foi a única pessoa por quem senti amor.
Desculpa, de verdade.
Espero que ache a felicidade com alguém por quem você ame de verdade.
Esses meses foram os melhores que já vivi. Te amei como nunca poderia imaginar amar alguém.
Te amo, linda.
Nunca se esqueça disso.

Achei essa cartinha na rua hoje, vindo trabalhar. Me identifiquei 1 pouquinho com ela.

09/09/2011

Lamúria.

Personifico-a em meus gestos mais simbólicos.
Talvez numa oração, ou num entrelaçar de dedos.
Não sei, mas me sinto confuso.
Meu coração não mais dispara por ti.
Meus pensamentos não são mais para você.
Minhas soluções não são mais para nossos problemas.
Então por que raios, você ainda me perturba?
Puxar vagamente nossa história pelo fio que a prende me faz perceber que, é tão forte, que puxando encontro você.
É forte, essa química, essa beleza, essa exuberância.
Esse nós que não morrerá nunca.
A maneira como marcou minha pele, nobre clareza, de tamanha perfeição.
Ora, se eu não mais penso em ti, se meu coração não mais dispara por ti, então o que faço aqui?

Lamento. Apenas lamento as artimanhas da vida.

Aqui é e sempre foi o meu lugar, lugar que não estou.
Longe de você, aprendi a ser forte, mas descobri-me fraco. As horas não passam, o tempo parou.
Preciso de algo.
É 1 séria questão de caráter poder analisar a si mesmo com tanta indagação. E ainda sim, não tirar qualquer questão exata disso tudo.
Você, que me fazia tão bem, me faz tão bem ainda. Me faz tão feliz ainda. Tão sóbrio ainda. Aliás, você ainda é aquele pedacinho de luz no meu sórdido e enigmático planeta escuro.
E se você estivesse aqui? Como seria? Indagar é preciso, já dizia Sherlock Holmes.
És parte ainda, do que me faz forte. Ah, e pra ser honesto, só 1 pouquinho infeliz. E mesmo sem te ver, sei que estou indo bem. Mesmo que nunca convenha aparecer.

A falta do afago, da carícia, do tesão. Enorme convulsão de sabores proibidos eu encarei nessa jornada vitalícia.
Corações não pensam. Cérebros não sentem. O corpo padece. E os padres dizem amém.
Se o mundo é mesmo parecido com o que vejo, prefiro acreditar no mundo do meu jeito.
E como chegar até as nuvens com os pés no chão?

Promessas, são dívidas.
E as vezes, dívidas não são cobradas. Ou as vezes, perdoadas. Quem cumpre, é soberano. Quem perdoa, é divino.

Vai
Vem embora
Volta

Todos tem, suas próprias razões.
Pra ir e vir.

E como sempre disse, como sempre falei, como sempre objetivei, como sempre coloquei em pauta, Se você quiser alguém pra ser só seu, não se esqueça, estarei aqui.
Maldita afobação, maldito temporal.
Frio, gatos, medo.
Remember yesterday, walking hand in hand... I remember you.

Engraçado, que mesmo morto por dentro, enjaulado, desinteressado, encoberto pelo medo, ou pelo simples andar da carruagem, se eu me distrair, eu ainda me transporto, pra perto de você. E isso, já me basta.

O ritmo sempre rolou fácil, nunca precisei ensaiar nada.
Só porque você é, do jeito que você é.

(Inspirado e construído com vários pedaços de músicas, conhecidas ou não).

01/09/2011

Chorar por dentro e sorrir por fora.

é 1 arte.

Aleatoriedade.

Amor é pra sempre, mesmo que o sempre não exista.

A arte é subjetiva, a merda, universal.