Eram 12:45 da tarde. Um domingo ensolarado.
Pra um carioca qualquer, seria 1 dia qualquer.
Ou até 1 dia bastante foda, com muito sol, praia, churrasco, ou o diabo que quisessem torrar naquela porra de sol fétido.
Mas eu, aos já cansados 21 anos que carrego em minhas costas juvenis, não. Eu não me interessava pelo sol, tampouco pela comida.
Aliás, eu não tinha comida para degustar.
Ficava ali, atônito, a olhar a minha mãe que não estava em casa. Imaginava ela lavando os copos, brigando comigo, me perturbando. Ela é 1 mãe como qualquer outra? Deve ser, acho que mãe é modelo único.
Sentia vários pecados capitais naquele instante, desde gula, passando por avareza, ira até preguiça. Me enroscava naquele edredon já rasgado implorando apenas por 1 cigarro que eu já não possuo mais, tendo em vista que prometi não mais fumar.
A dor aguda e crônica que sinto todos os dias, as vezes creio que estou a beira da morte, já tão novo. Imploro para que eu esteja errado.
Ouvindo City and Colour, já prestes a me vestir e a contemplar as horas de espera a alguém que eu não deveria esperar. A alguém que eu engano como se não enganasse.
Aliás eu me engano. A vida É um engano.
Um doce engano infantil.
Ficar pensando em ti é 1 doce engano.
E 1 doce complemento.
No fim, o dia passa, ouço vozes ecoando. Mas não passavam apenas de malditos torcedores de futebol contemplando a queda de um ser humano. Torço para que o ser humano saiba diferenciar o certo do duvidoso.
Não, não sabemos mesmo.
Perambulei já a noite, com minha pobre bicicleta já arruinada pelo tempo, dando pedaladas fracas e passando por lugares antes os quais tive felicidade em compartilhar com você.
O melhor da vida a gente nunca esquece. Não nos pode ser arrancado, e em cada dia, você se lembrará daquilo que é ou foi mais importante.
Aprendi isso vendo os filmes da TV.
Talvez eu desse minha eternidade para ter mais um minuto com você. Ou eu transformasse esse dissonante som numa perfeita melodia chamada "Eu te amo".
Cachorros passam na minha frente. Eu tenho pena deles, mas também queria chutá-los pra longe daqui.
Minha covardia impede que eu faça. São seres vivos, que culpa eles tem de serem pestilentos.
Um doce engano. Todo dia, é 1 doce engano.
29/08/2011
24/08/2011
A melhor parte de mim.
"Nós somos a mesma alma em dois corpos e formamos, quando eles se unem, somente um."
Hell Paris.
Hell Paris.
18/08/2011
Hoje?
Uma noite bucólica, que veio após 1 dia triste porém ensolarado.
Uma manhã chata, com seus altos e baixos.
Um bob's de esquina, uma esquina estudantil.
Solos simples, gritos agudos.
Uma bela e uma fera.
Ah, aquilo que sempre sonhou, brilhou e é ofuscado,
tá guardadinho girl, tá guardadinho.
e hoje? Ah também né?
Hoje está guardadinho.
Bem guardadinho.
Uma manhã chata, com seus altos e baixos.
Um bob's de esquina, uma esquina estudantil.
Solos simples, gritos agudos.
Uma bela e uma fera.
Ah, aquilo que sempre sonhou, brilhou e é ofuscado,
tá guardadinho girl, tá guardadinho.
e hoje? Ah também né?
Hoje está guardadinho.
Bem guardadinho.
13/08/2011
Passos.
Tantos passos foram dados desde meu último passo.
Passos largos, passos curtos. Um passo em especial se revira dentro de mim ainda.
Me balanço devagar, me dou 1 sacudida, preciso ver se estou inteiro ainda.
É ainda estou.
Aqueles 2 pequenos bichinhos verdes olhando para mim, me perguntando: E ai?
Eu dou 1 tapa na cara, devo estar louco de pensar que bichos falariam.
As dorem que passaram a ser cotidianas. Sim, o cotidiano da rotina que se instaurou em mim.
Tenho fome.
Fome de você.
Fome de querer entender por que diabos dei tais passos.
Diabos que me olham e riem da minha cara.
Devem pensar que sou maluco.
Já vi que não posso ficar tão inerte. Eu vejo as cores tão distântes. Dissonantes.
A cura da salvação está em 1 copo de vodka. Ou da morte.
É piegas. Mas não é um caso raro de emice.
Todos tememos dar passos.
Mas quando damos o passo errado, é que descubrimos que não há volta.
Isso não é 1 máquina de dar Replay.
O que passou se foi.
Mas ainda acho que as fitas do replay estão guardadas, empoeiradas, e implorando para serem repostas na máquina pra serem reproduzidas.
Mas de que adianta?
Só seriam passos. E mais passos.
Passos largos, passos curtos. Um passo em especial se revira dentro de mim ainda.
Me balanço devagar, me dou 1 sacudida, preciso ver se estou inteiro ainda.
É ainda estou.
Aqueles 2 pequenos bichinhos verdes olhando para mim, me perguntando: E ai?
Eu dou 1 tapa na cara, devo estar louco de pensar que bichos falariam.
As dorem que passaram a ser cotidianas. Sim, o cotidiano da rotina que se instaurou em mim.
Tenho fome.
Fome de você.
Fome de querer entender por que diabos dei tais passos.
Diabos que me olham e riem da minha cara.
Devem pensar que sou maluco.
Já vi que não posso ficar tão inerte. Eu vejo as cores tão distântes. Dissonantes.
A cura da salvação está em 1 copo de vodka. Ou da morte.
É piegas. Mas não é um caso raro de emice.
Todos tememos dar passos.
Mas quando damos o passo errado, é que descubrimos que não há volta.
Isso não é 1 máquina de dar Replay.
O que passou se foi.
Mas ainda acho que as fitas do replay estão guardadas, empoeiradas, e implorando para serem repostas na máquina pra serem reproduzidas.
Mas de que adianta?
Só seriam passos. E mais passos.
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