O marrom-escuro da terra, seus olhos negros, sua boca sedenta de palavras repetidas.
Um mar repleto de azul de dúvidas. Olhe, achei o vento.
Vento, com os pássaros vislumbro essa triste solidão.
Teimo, repito, encosto.
Amo.
Sofro.
Perco.
Repito a mesma operação desconcebida de solucionáticas.
Oro.
E cadê o azul do céu?
O verde da grama, o gelado do quente, a vida da morte.
Espero.
Uso seringas.
Vermelho de paixão. Do sangue. Da aurora do pensamento.
Não é hora de chorar, sorria. Você está sendo filmado.
Esse é meu sonho de realização.
Um futuro breve, você vai estar lá.
Com nosso filho nas mãos.
Olha, é parecido com a mãe...
E eu morro, no preto da solidão.
No criar de um arco-íris.
No bater de asas do beija-flor.
Vou voar, espere por mim.
Estarei pra sempre, em seu coração.
E você, no meu.
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