12/03/2011
Querer de volta.
O mais simples lampejo de memória sobrevivente, me faz perceber o quanto eu sou fraco. Não estou aqui tentando encontrar subterfúgios para minha falta de paz, mas sim apenas desabafando pela cruel falta de sorte que possuo. Não sou um ser ambicioso, peço pouco. Mas sempre que peço o pouco, o pouco não vem. Eu batalho, eu até conquisto, mas hora vai e vem e eu perco again. Dos meus olhos, brotam as libertações momentâneas que não curam nada na verdade. Da minha boca, eu só consigo balbuciar palavras perdidas num incontável tempo. Tempo qual eu quero resgatar. Quero minhas fugidas, minhas alegrias, quero aquele sorriso. Lembrar de quando ficava embaixo da árvore, ou de quando passava muito frio. Das várias noites que eu sequer dormi. E quando dormir, quero dormir e acordar feliz. Sentir aquela alegria sem nexo, que te faz ter o dobro de força que você nem possui na verdade. Quero voar no meu pensamento, e voar alto, voar baixo, voar o suficiente para ignorar toda forma de poder latente que ainda me puxe pra realidade assassina deste cruel mundo. Eu queria ser um moleque de novo. Não ter responsabilidade nenhuma. Eu queria ser aquele garoto que só se preocupava em brincar. Eu quero meu passado de volta. Quero somente o bom dele. Mas quero agora. O problema é que eu não vou ter ele, nunca mais. E por isso, eu só posso sentar e esperar. Esperar o que? Eu não sei. Obviamente não vou conseguir nunca o que tanto persigo. Claro, isso é o que as pessoas pensam, pois eu ainda tenho um pequeno frasco de esperança guardada no bolso, esperando o momento mais que certo pra jogar pro alto e dizer: Ainda vou ser feliz. E tomara que os Deuses não tramem contra mim, pois pelo meu sonho, eu sou capaz de tudo.
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