14/01/2019

Aperto.

Dói um pouquinho, mas a gente se mantém esperançoso, já que sei lá, vai que a gente é jovem demais para morrer?
Tem umas coisas que vem do nada e nos mostra quão frágil somos. E frágil como somos, a gente fica dramático as vezes também. E pode morrer no processo.
Ou pode nem existir, já pensou se tudo é uma mentira?
Ou se o filme Click na verdade é de verdade e você tá vivendo um mundo paralelo da vida do Adam Sandler?
A gente nunca vai saber.
Ficar ansioso é uma merda, euforia e caos distorcidos em migalhas de pão. Não sei meu irmão. Quem sabe sabe, quem não sabe, bate palma.
Bate na alma.
Calma.
Não dá pra pedir calma nessa hora. Dói, o aperto e o medo de partir sem nem dizer umas verdades pra'quele povo filho da puta que eu odeio. Ou pras incríveis vermificentas formas de vida que eu amo de graça.
Aos amigos de copo.
Ao incrível poder de ser um nada.
Sem nada.
Quase indo de volta pro pó.
Virar carreirinha das entidades cósmicas que me cheirariam e teriam uma onda de efeito insípido.
Que loucura viver nesse mundo louco, Jão.
Com problemas eu me deito, com problemas eu me levanto.
Comigo eu choro, comigo em prantos.
Sempre na estrada. Sempre distante.
Eu tenho medo de morrer e não ser feliz.