26/09/2018

Ondulado.

Ondulados, perfeitos e sem nenhuma sincronia. Era belo e contrastava perfeitamente com aquele rosto pueril encaixado num formoso corpo exuberante de mulher. Morena, ela transbordava o amor que eu precisava.
Mas que eu não era dono.
Seus lábios não me beijam, seus braços não me encontram, seu perfeito nariz jamais encosta no meu para brincarmos de pinguim. Mas somos enamorados, desejosos e perfeitos enquanto juntos. Só que não há um nós enquanto houverem tantos eles e elas.
E são muitos indivíduos envolvidos, geralmente.
Há uma certa ironia nisso tudo, vamos ser honestos. Já tivemos muitas chance, mas poucas realmente foram consideradas antes de darmos nossos passos para desistirmos.
Somos então eternos apaixonados?
Provavelmente sim. É igual franzir a testa quando se está com dor de cabeça: Você age instintivamente para tentar solucionar o problema, mas aquilo vai continuar latejando dentro de si. Porém não há aspirina para certos amores.
E sinceramente? Eu descartaria se existisse tal remédio.