07/04/2018

Viciado em se fazer mal.

Acólito da tristeza, servo da aspirina.
Um nobre ato de boa ventura engolido com água morna.
No céu da boca um universo infinito de sobremesas.
Um universo infinito de facas sobre a mesa.
E sobre a mesa nossas sobremesas.

Há quem diga que o acaso acerta nos erros.
Mas o que são erros, arautos do infortúnio?
Que erros? Elucido a mente neste caso.
Parábolas queimadas na fogueira amanhã
Hoje sobrou pizza na geladeira.

Mas afinal de contas, qual o limite do humor?
O que faz mal para garganta, isso está na TV?
A publicidade mente, talvez acende.
Ascende para a luz orgânica.
Alface hidropônica tem agrotóxicos, fique alerta.

Estou no limite da insanidade.
Em versos errados, escrevo uma história de amor.
Viciado em se fazer mal, eu estou um caco.
Não vejo a hora de entregar meu TCC
E ser diplomado para viver a vida adulta em paz.