Honestidade é uma coisa muito complicada de se exigir, mas pior ainda é ser honesto. É muito difícil ser transparente por diversos motivos: Medo de magoar pessoas, medo de ser julgado, medo da baixa estima, medos, muitos medos. Mas pode perceber, a gente sempre fica muito frustrado quando as pessoas não são honestas com a gente. Esse é o erro: Não aceitar as máscaras dos outros.
"Ah, um dia sua máscara vai cair, você é podre, você é nojento". As pessoas não estão preparadas para lidar com o íntimo de ninguém. Pessoas num geral, basicamente todos nós: Eu, você quem lê, seus pais, seus avós, seus amigos e meus inimigos, talvez ninguém esteja mesmo preparado, ou até disposto a ler vossas almas. O nosso íntimo é significativamente cru e deveras amaldiçoado, uma maldição que só nos compete e que, muitas vezes, por compartilhar, acabamos criando inimizades.
É óbvio que há exceções a regra, já que num geral, se uma pessoa nos abandona por nos conhecer 100%, é sinal de que ela não merece nossa presença. Mas será mesmo que devemos compartilhar todos os nossos pensamentos?
É aí que entra a hipocrisia natural do ser humano. Quer saber tudo de todos, mas não quer que ninguém dê bom dia para o rosto por trás da sua máscara. Máscaras são necessárias, deveríamos agradecer por podermos ter a felicidade de poder compartilhar somente com nosso pensamento, nossos desejos, planos e segredos mais íntimos. Só nós mesmos nos entendemos, então nada mais justo sermos nossos melhores amigos, amantes e confidentes.
Quando estiverem em uma situação onde a máscara de alguém cair, lembre-se de sua própria máscara e faça uma reflexão: Quem é você para crucificar alguém?