30/11/2015
Bagaço.
Quando sua pele seca, sua carne rasga, seus músculos atrofiam e até seus ossos doem. Cansaço pleno em plena luz do dia que faz com que seu corpo se revire por impulso. Um pulso forte, recheado de dores corrosivas que completam um pobre ser. Ter na mente um timer decrescente que te lembra o tempo todo que, assim que ele chegar ao limiar zero, ele explodirá sem dó nem piedade. Deveria até pensar em rezar, implorar pelo seu amanhã, mas as dores impedem até que os braços sejam levantados. Com punhos cerrados, lembra-se que o simples fato de estalar seus dedos lhe causa tanta dor física, que ele prefere morrer deitado sem nem sair da cama. Cama que não lhe traz qualquer satisfação: Não recupera forças vitais, nem sentimentais, nem sequer lhe trazem mana para executar os movimentos diários mais necessários. Aliás, se isso fosse um RPG, com certeza esse life já estaria no zero. O que poderia mover em frente então, um corpo tão destruído e frágil? Certezas. E a resposta, por mais vaga que seja, sempre vale a pena: Quando você está certo de que, no fim, tudo dará certo, então qualquer sacrifício pode (e deve) valer a pena. Só basta olhar pela ótica certa.
07/11/2015
Suicídio.
Esse gosto horrível do cianureto que não sai da minha boca. Queria ter tomado ele depois de escrever esta carta, mas como estou com pressa, vou agilizar tudo.
Minha vida se resume a três coisas horríveis: Uma... eu esqueci. Na verdade, eu não lembro quais são meus motivos para cometer suicídio agora. Essa porcaria deve ter afetado minha memória. Mas prosseguindo.
Estou cansado da vida. Ela é cheia de vida, de gente sorrindo pra mim, de gente estranha que me dá bom dia, de gente... espera, esses são bons motivos para viver.
Mas viver é um saco! Tem que trabalhar, ganhar dinheiro só para sobreviver e ver gente sorrindo para mim o tempo todo... Mas que diabos! Porquê eu estou pensando em pessoas sorrindo?
Enfim, acredito que a morte seja um bom caminho para descobrir se Deus existe ou não. Mas se Deus existe, ele vai me mandar para o inferno por estar cometendo um suicídio... Cacete, tá difícil arrumar um bom motivo para me suicidar.
Quero deixar registrado nesta carta, que eu estava afim de me matar pois... err... botaram feijão no pote de sorvete. Sim, é um bom motivo. Também quero dizer que não aguentava mais ver o povo gótico andando todo dia na frente da minha casa. Povo estranho esse.
Mentira, eu nem me importo com essas coisas, e eu ainda por cima amo feijão. Fui eu quem botou feijão no pote de sorvete. Quem eu quero enganar?
Mas agora eu estou aqui, pronto para morrer com esse cianureto. Vou morrer sem saber o motivo de estar morrendo. Queria ter tido tempo para abraçar todos vocês, mas eu sou um tolo. Isso sim é um bom motivo, eu mereço morrer por ter planejado uma morte sem ter motivos para morrer.
Parece que o jogo virou, queridinhos.
Pois bem, obrigado a todos pela vida maravilhosa que me proporcionaram, vocês são dez. Amo vocês gente!
Porra, isso não era cianureto, era açúcar!
Minha vida se resume a três coisas horríveis: Uma... eu esqueci. Na verdade, eu não lembro quais são meus motivos para cometer suicídio agora. Essa porcaria deve ter afetado minha memória. Mas prosseguindo.
Estou cansado da vida. Ela é cheia de vida, de gente sorrindo pra mim, de gente estranha que me dá bom dia, de gente... espera, esses são bons motivos para viver.
Mas viver é um saco! Tem que trabalhar, ganhar dinheiro só para sobreviver e ver gente sorrindo para mim o tempo todo... Mas que diabos! Porquê eu estou pensando em pessoas sorrindo?
Enfim, acredito que a morte seja um bom caminho para descobrir se Deus existe ou não. Mas se Deus existe, ele vai me mandar para o inferno por estar cometendo um suicídio... Cacete, tá difícil arrumar um bom motivo para me suicidar.
Quero deixar registrado nesta carta, que eu estava afim de me matar pois... err... botaram feijão no pote de sorvete. Sim, é um bom motivo. Também quero dizer que não aguentava mais ver o povo gótico andando todo dia na frente da minha casa. Povo estranho esse.
Mentira, eu nem me importo com essas coisas, e eu ainda por cima amo feijão. Fui eu quem botou feijão no pote de sorvete. Quem eu quero enganar?
Mas agora eu estou aqui, pronto para morrer com esse cianureto. Vou morrer sem saber o motivo de estar morrendo. Queria ter tido tempo para abraçar todos vocês, mas eu sou um tolo. Isso sim é um bom motivo, eu mereço morrer por ter planejado uma morte sem ter motivos para morrer.
Parece que o jogo virou, queridinhos.
Pois bem, obrigado a todos pela vida maravilhosa que me proporcionaram, vocês são dez. Amo vocês gente!
Porra, isso não era cianureto, era açúcar!
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