27/04/2012

E eu pensava que sabia o que era amar.

Quanto mais o tempo passa, mais percebo que a vida só nos ensina, e quanto mais velhos, mais olhamos pra trás e vemos que "nossa, como eu era despreparado".
Poisé. O tempo passa para todos.
E dentre todas as tentativas frustradas, uma hora você acaba por acertar. Talvez até sem querer, mas acerta.
Eu, que sempre persisti no erro de querer amar, me descobri de mãos atadas, quando passei a amar no momento em que mais não quis. Entenda o quanto é "retórico" o amor. É o ápice da felicidade. Sem forma, sem material. É carnal, mas não é um mero toque de pele. É espiritual, mas não tem nada a ver com qualquer religião. É mental, mas ninguém explica. E se explica, errado está.
Essa sensação única, duradoura, perfeita. Lutar o tempo todo para ser o que eu posso ser. Isso me faria respirar mais que qualquer homem nesse planeta. Ou suspirar, tanto faz.
Aquela vontade completa, de querer ser completo, pra quem na verdade te interessa.
Sabe, nunca fui tão direto como sou hoje. E por mais que eu esteja ainda distante da minha perfeição natural, tenho certeza que, além de estar no caminho certo, estou ao lado da pessoa certa para isso.
E esse aperto? esse aperto no coração, é de saudade. A mais saudável que já senti. E fico feliz, por sentir saudade da pessoa amada. Me sinto vivo, e vivo, me sinto forte.
Logo eu, que durante anos, perdi meu tempo, falando de amor. Eu, que achava que tinha vivido tudo que podia, achava que não mais amaria. Era tão tolo, infantil. Estava a mil passos do que é realmente amar. E agora eu percebo, me alimentava de amor-placebo. Era necessário fingir amor, para fingir felicidade. Nada era real. Era um muro de lamentações, pintado com cores alegres. Amar não é tornar o impossível, possível. Mas fazer todo o possível por isso. Amar não é apenas um jogo, não é uma obrigação. É uma forma perfeita de entrelaçar corações num só ideal, sendo o mais simples possível. Sem contratos, sem obrigações. Faça o seu melhor porque quer, e não porque precisa.
Não sei ainda amar. Mas pode ter certeza, tudo o que sei, farei por você. E tudo que aprender, também será feito por ti. O simples se torna perfeito. E eu te amo, da forma mais simples possível. Isso por si só, já diz tudo.

23/04/2012

Ontem eu tive um sonho.
Um sonho que mais parecia um filme, uma história romântica.
Nele, 2 pessoas se conheciam, mas eles estavam muito, muito distantes um do outro.
Tinham coisas em comum. Sofrimentos em comum. Amores em comum. Uma alma em comum.
O tempo passava, e eles percebiam, que o destino era ardiloso... eles acabariam por se apaixonar.
Era engraçado, pois eles achavam que iam se apaixonar, quando na verdade já estavam apaixonados. Já tinham entrelaçado os seus corações. O sangue que bombeava um, passava pelo outro. Eles já não eram mais os mesmos. Eram melhores. Tinham evoluído. O mundo tinha cores, cores vivas, cores deliciosas.
E aquelas decepções do passado, ficavam pra trás. As mazelas, eram amenizadas. Eles tinham tudo o que queriam. Só lhes faltava a oportunidade.
Até que, um dia... um dia qualquer, eles se viram.
E se viram bem de perto, olho no olho.
Com 1 abraço apertado ela recebeu ele, e ele sorriu. Sorriu pra vida. Pra sua nova vida.
Algum tempo se passou, até que o gelo quebrasse, e enfim, se beijassem.
Não era premeditado, era do nada. Aconteceu por que tinha que acontecer.
Os protagonistas, eles estavam realmente apaixonados.
Pra quem passasse era um beijo simples num ponto de ônibus.
Pra eles, até tema musical tinha.
Era mágico.
Eles se sentiam perdidos, ao mesmo tempo que se sentiam seguros.
E se entregaram ao acaso. Se amaram. E foram felizes. Eles se amaram muito. Intensamente.
Era visível pela troca de olhar deles.
Curtiram cada segundo juntos. E todos os segundos eram poucos para expressar.
Enfim, eu acordava.
Mas eu não precisava saber do final, era óbvio que não iria ter fim aquela história.
Um começo sem fim. Uma história, enfim.
A lágrima escorreu pelo meu rosto, por pensar que amores assim, podem ser reais.
Tudo é possível, pra quem ama.