28/03/2010

Saudade

Sentir a brisa quente da manhã
Depois de ver mais um inverno partir
e a saudade que ainda está em meu peito
demora para querer se esvair.

Uma explosão espacial, que vive em mim
Me perdoe, não quero mais ficar assim.

A vida prossegue, e eu devo segui-la
Com meus milhões de problemas a enfrentar
e quando a saudade resolver me seguir
Eu vou lembrar que uma hora irei te encontrar.

E quanto mais a minha vida passar
E mais eu ver que posso seguir sem ti
Mais serei grato pelos momentos raros que tive
E pelos ensinamentos que de você aprendi.

A complexidade do adeus é um dos maiores problemas que enfrentamos. Conviver com a perda, independente do que seja ou de quem seja é uma das tarefas mais infortúnias que existe. Mas é também um meio de provar a nossa existência por meio da dor, e desta mesma dor, sermos capaz de levantar e provar a todos que será capaz de viver por conta própria daqui pra frente.

27/03/2010

Identidade

Existem músicas que dizem tanto sobre nós, que parece que foram feitas por nós mesmos...
Eu não sei qual é o autor desta frase, se bem não me engano é Djavan ou Milton Nascimento. Bom, independente de quem tenha a dito, ela está mais do que correta.
Existem músicas que só ao você botar no player do seu PC, ou no seu radinho, você sente 1 calafrio e sente que ali está sendo dito tudo sobre você. É como sua identidade dita em alguns minutos.
Será que os autores daquela música passam ou passaram pelo mesmo que você? Seria capaz alguém além de você entender suas dores, suas alegrias, seus pensamentos e suas ambições? Será que algum ser humano é igual?
Verdade ou não, o que importa são as lágrimas derramadas, os sorrisos exercitados, os dramas vividos... Todo o tipo de história vivida naquelas pequenas estrofes que tanto nos comove.
E assim, outras músicas vão dando espaço, umas para outras, e você sempre terá uma trilha sonora para sua vida... Se ela será romântica, triste, alegre, dancante, gótica... dependerá apenas de você.

26/03/2010

Olhos de Vidro.

Hoje eu me deparei com um pequeno ser a minha frente.
E seus brilhantes olhos, que pareciam vidro, me chamavam a atenção.
Ele lembrava a mim mesmo, quando me escondia por trás das pernas de minha mãe, com medo de qualquer que fosse o estranho a me abordar.
Bons tempos...
A pureza que havia no meu coração, aquela inocência que antes permeava meu ser, hoje não mais existe. Tudo hoje em dia, são preocupações e pertubações.
Ah, como era feliz ser um pequeno ser que chorava a todo instante, hora por querer atenção, ou por tropeçar e se machucar. A inocência infante, a verdadeira essência do viver e ser puro.
Não existem métodos de se resgatar isso. É 1 virtude perdida.
Mas eu não creio que seja em vão. Isso é um presente daquele que nos dá a vida. É como uma prévia, da verdadeira perfeição que talvez nos espere. Mas não é triste, é feliz, lembrar dos bons momentos em que dava cambalhotas na grama, fingia ser um super herói, e no final do dia não tinha mais forças para ficar de pé, e apenas dormia como 1 pequeno ser dotado de perfeição que, hoje, eu não compreendo.
Por isso, pare de me olhar por estes olhos de vidro. Procure a verdadeira essência da felicidade, enquanto há tempo pequeno. Pois este tempo é precioso demais, e ele nos é dado para nos provar que, é possível ser feliz, basta apenas, acreditar.

~ A vida seria bem mais bela se nascessemos velhos e morressemos novos.

Gelo Nórdico.

Sou a lenda viva.
O trovão que corta os céus, e bate sob o gelo nórdico.
Aquele que é respeitado entre todos os seres existentes.
Sou imparcial, sou neutro. Não existe a paz sem a guerra. Não existe o mal sem o bem.
Meu dever é preservar este equilíbrio.
Meu trabalho é notar a beleza na mais tenebrosa escuridão, e perceber o mais traiçoeiro vestígio que exista na luz.
E não pense que algo passará impune por meus olhos. Do paraíso eu olho para vocês, e decido o certo e o errado, e a quantidade de bem e mal a ser semeado.
Essa é a essência da vida, a qual protejo com meus punhos e minha sabedoria.
Sou o cavaleiro da paz e das trevas. E meu legado é viver sozinho e ver todos brincarem de decidir suas vidas, enquanto eu sim, sofro com a realidade da imparcialidade.